Polí­tica

Foto: Koró Rocha

Durante a sessão da manhã desta quarta-feira, 10, na Assembleia Legislativa do Tocantins, o assunto predominante foram as críticas aos institutos de pesquisas na reta final das eleições de 2012. Entre críticas e acusações, o posicionamento do deputado Eli Borges (PMDB) chamou a atenção. Borges defendeu o deputado Marcelo Lelis (PV), a quem apoiou durante as eleições, mas a quem se opõe na AL. 

Com as artilharias voltadas para as pesquisas eleitorais, os deputados criticaram principalmente as pesquisas publicadas na véspera das eleições e que acabaram errando em seu resultado final, com seus líderes sendo derrotados no dia 7. Todos os discursos acusavam os institutos de pesquisa de fraudarem seus resultados em detrimento à determinados candidatos.

Em Palmas, o principal foco foi a pesquisa do instituto Serpes que, poucos dias antes da eleição, apontou o candidato Marcelo Lelis como vencedor da eleição com 8% à frente do empresário Carlos Amastha (PP). “Isto é ação criminosa”, chegou a atacar o deputado Wanderlei Barbosa (PEN), durante seu discurso.

Já o vice-presidente da Casa, deputado Eli Borges, subiu à tribuna e defendeu seu aliado nas eleições de 2012. “Eu apoiei o Lelis de ponta a ponta da campanha e assumo isso. Não acho que ele deva ser condenado da maneia como está sendo, não”, completou. O deputado, de forma ponderada, ainda informou que não terá "dificuldades em parabenizar Carlos Amastha".

Entenda

No início do processo eleitoral, o PMDB indicou a suplente de vereadora, Cirlene Pugliese como candidata a vice-prefeita na chapa de Marcelo Lelis, mesmo tendo o deputado como pré-candidato à prefeitura. Visivelmente insatisfeito, Eli aceitou a colocação do partido e deu seu apoio à candidatura do candidato do PV.