Meio Ambiente

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Levantamento socioeconômico dos municípios abrangidos pelo projeto de Prevenção, Controle e Monitoramento de Queimadas Irregulares e Incêndios Florestais no Cerrado-Jalapão, aponta que no Tocantins, a maioria dos municípios apresentam índice abaixo de dois pontos, em relação à densidade de ocupação de área urbana, o que equivale a menos de 66%.

E por outro lado destaca o município de Rio da Conceição, que diferentemente dos demais, tem mais de 91% de sua população concentrada na área urbana, seguido de Novo Acordo com 81,95%, Almas com 79,21% e Lizarda com 69,34%.

Esses são alguns dos resultados alcançados pela consultora Selene Sotero, que utilizou várias fontes, como o IBGE e o Atlas do Corredor do Jalapão, para cruzar informações e confeccionar um dos diagnósticos que foram apresentados ao Governo do Estado do Tocantins, durante reunião realizada em Palmas nesta quarta-feira, 30, a convite do MMA – Ministério do Meio Ambiente.

Na ocasião o Governo do Tocantins foi representado por técnicos da Semades – Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e do Naturatins – Instituto Natureza do Tocantins, que contou com a presença de técnicos de representantes de várias instituições e segmentos sociais.

Selene Sotero apresentou o Diagnóstico Socioeconômico dos municípios abrangidos pelo projeto, que permite verificar o contexto da área, quanto ao uso e ocupação do território, à gestão ambiental e à estrutura institucional de cada localidade.

Segundo a consultora, uma das características constatadas nesses municípios são as extensas áreas não habitadas, que podem ser um dos fatores que contribuem com a incidência de grandes proporções de áreas queimadas no período de seca, devendo exigir um esforço conjunto de ações para o combate e redução de incidências dos focos. “Os dados apresentados hoje são uma das ferramentas fundamentais às bases que irão nortear os procedimentos necessários e adequados à execução do projeto com maior alcance de seu objetivos a partir do planejamento das ações”, afirmou Selene.

Com base em várias fontes, a consultora traçou um perfil dos municípios, considerando o recorte geográfico de três blocos, tendo como foco o Corredor Ecológico do Jalapão, área que concentra o bioma Cerrado com vegetação natural protegida. “Com os resultados encontrados, a proposta da consultoria é que o Governo do Estado e os Municípios unam esforços para alcançar as populações locais dessas regiões, com um trabalho voltado para a conscientização sobre a importância da gestão ambiental e de suas unidades de conservação, buscando sempre que possível o apoio do Governo Federal”, concluiu Selene Sotero.

Abrangência do Projeto

A área do projeto “Cerrado-Jalapão” integra a área do Corredor Ecológico da Região do Jalapão e abrange território de quatro estados – Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins. Ao todo são 18 municípios, incluindo 14 na área do Corredor do Jalapão que inclui, na Bahia, o município de Formosa do Rio Preto; no  Maranhão, Alto Parnaíba; no Piauí, Barreiras do Piauí, Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus do Piauí Corrente, Gilbués, Santa Filomena, e São Gonçalo da Gurguéia; e no Tocantins, os municípios de Almas, Lagoa da Confusão, Lizarda, Mateiros, Novo Acordo, Pium, Ponte Alta do Tocantins, Rio da Conceição e São Félix do Tocantins.

A maior abrangência do projeto está localizada no estado do Tocantins (48%), sendo 29% concentrados na área do Corredor Ecológico, vindo em seguida os estados do Piauí, Bahia e Maranhão. Além desses, outros dados como os percentuais do ICMS Ecológico, a quantidade de órgão e estruturas institucionais e mão de obra registrada, complementando as características traçadas no perfil dos municípios nesse diagnóstico.

Seminário

Em seguida a consultora Viviane Gonçalves apresentou o Mapeamento de Boas Práticas e consultora Marília Carnhelutti encerrou com o levantamento do Protocolo do Fogo, nesses municípios. (Ascom Semades)