Campo

Foto: Divulgação

Após cinco dias acampados na área que fica no Parque de Exposições de Augustinópolis, no Bico do papagaio, as 300 famílias do Movimento Nacional de Luta pela Moradia deixaram o local. A área, como já adiantado pelo Conexão Tocantins, pertence mesmo à prefeitura e foi doada para a Associação dos Proprietários Rurais ainda e m 1984 conforme lei apresentada pela Prefeitura da cidade.

As famílias deixaram o local após muita polêmica e conflito direto com fazendeiros que, conforme os coordenadores do MNLM, chegaram por várias vezes a atirar contra o acampamento e teriam inclusive colocado fogo em algumas barracas. “ O INCRA tem uma declaração de que a área realmente pertence ao município”, confirmou o coordenador estadual do MNLM, Bismarque do Movimento.

Uma ordem de despejo chegou a ser apresentada aos acampados o que motivou a saída do local. “ Depois da ordem de despejo, algumas lideranças foram depor na delegacia e resolvemos sair da área”, contou Bismarque que questiona ainda o uso da área. “ A maior parte daquela área fica vazia, os proprietários não precisam daquela área e usam apenas 10% do espaço”, disse.

Após deixar a área os líderes do movimento pretendem procurar  a prefeitura da cidade para pedir a disposição de áreas para as famílias. “ Vamos procurar a prefeita para fazer o acordo para doar área às famílias que estão na vulnerabilidade social e extrema pobreza”, disse.

Avaliando os dias de ocupação da área o coordenador estadual lamentou as pressões que o grupo sofreu enquanto esteve no local. “Enquanto usamos a democracia os fazendeiros usaram armas”, avaliou. O delegado da cidade Eduardo Artiga foi o responsável pela investigação do caso que foi passado também para o Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal.

O grupo conta ainda que recebeu inclusive ameaças de morte para deixarem o local. O Movimento defendia que a área era da União por isso realizaram a ocupação.

Após matéria do Conexão Tocantins relatando o conflito no local o assunto repercutiu na Assembleia Legislativa onde o deputado estadual Manoel Queiroz (PPS) pediu intervenção do governo estadual no conflito.