Polí­tica

Mesmo depois de grandes divergências e de promessa, por parte do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP) em não comentar mais sobre o assunto até ser provocado pela Justiça, o carnaval de Palmas em 2013 ainda promete gerar mais um capítulo. O vereador Iratã Abreu (PSD), informou ao Conexão Tocantins na tarde desta terça-feira, 26, que a oposição pretende ingressar com ação, junto ao Ministério Público Estadual (MPE), cobrando a prestação de contas da festa popular na capital.

De acordo com o vereador, a peça que está sendo elaborada por assessoria jurídica visa apontar evidências de que o Carnaval 2013 foi realizado pela Prefeitura de Palmas, o que obrigaria o prefeito a prestar contas do dinheiro aplicado nas festividades.

Abreu salientou que as principais evidências da realização do Carnaval pela Prefeitura foi a festa de lançamento do evento, realizada no Espaço Cultural José Gomes Sobrinho e ciceroneada pelo prefeito da capital. Além disso, o vereador frisou as mídias da Prefeitura, que colocariam a gestão como realizadora do carnaval. “Se for olhar, existem matérias que dizem que a Prefeitura realizou o carnaval”, disse.

Da parte da gestão municipal, o principal argumento é que o Carnaval 2013 foi uma realização da iniciativa privada, sem participação do Poder Público. Em entrevista coletiva concedida no início do mês, o prefeito Carlos Amastha frisou que o único gasto da Prefeitura foram R$ 64 mil, nos bonecos gigantes em Taquaruçu. “Nós investimos apenas em atrações culturais”, salientou à época.

Posicionamento MPE

Mesmo preparando uma ação para ser protocolada no Ministério Público Estadual, o vereador não descarta a possibilidade de rejeição da peça. “Nós, na Câmara, não temos este dispositivo de investigação. E, caso o Ministério Público entenda que o carnaval não foi uma realização da Prefeitura, não há mais o que se fazer”, completou.