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O deputado José Roberto Forzani (PT), acusou, durante a sessão ordinária da manhã desta terça-feira, 2, o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev), de repassar ilegalmente recursos para o Plansaúde. De acordo com o deputado, os valores corrigidos, repassados desde 2007, atingem R$ 31 milhões.

Segundo informações do deputado, a situação vem se arrastando por três gestões estaduais diferentes, desde o ano de 2007 (Marcelo Miranda, Carlos Gaguim e Siqueira Campos). “Desde de 2007 vem sendo passado algum dinheiro do Igeprev para a Plansaúde para o pagamento de da contribuição patronal. Até fevereiro de 2013, o valor corrigido foi de R$ 31 milhões”, completou.

De acordo com o petista, o repasse do Instituto para a contribuição patronal é ilegal e deve ser investigada. Na última semana, foi aprovado na Casa de Leis, um convite para que o presidente da entidade, Rogério Villas Boas comparecer ao parlamento para prestar esclarecimentos sobre a liquidação de R$ 173 milhões do Estado com a instituição BV Financeira. No entanto, ao que parece, a intenção é colocar o assunto do repasse para o Plansaúde em pauta.

José Roberto não apresentou a documentação que comprova os repasses, mas leu os valores supostamente transferidos, o que considerou ilegal, nos seis anos apurados por ele. Segundo o deputado, em 2007 foram repassados R$ 58.512,00; já em 2008, foram R$ 2.737.000,00; no ano seguinte, R$ 3.046.000,00; em 2010 R$ 4.742.000,00; em 2011, R$ 7.859.000,00 e no ano passado, R$ 8.612.000,00.

Sargento Aragão

Ao ouvir o relato do deputado do PT, Sargento Aragão (PPS) informou que pretende buscar maiores informações sobre o caso e, caso sejam comprovados indícios de irregularidades, ele pretende iniciar a coleta de assinaturas para a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. “Precisamos ter um fato consumado. Se tivermos o caso, é cabível a formação de uma CPI”, completou.