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A luta do deputado federal Angelo Agnolin (PDT/TO) para estender o Fies ao Ensino à Distância ganhou força na última semana. O deputado voltou a cobrar do Ministério da Educação (MEC) a extensão do benefício aos alunos do EAD e apresentou a demanda por essa modalidade no país.

Presidente da Frente Parlamentar da Educação profissional e Ensino a Distância, Agnolin pediu a retirada de parte do texto da portaria normativa n°1, do MEC, que veda a concessão do FIES aos alunos de EAD e exigiu tratamento isonômico entre os alunos que estudam à distância e aqueles que estudam em salas de aula. “Os cursos de ensino a distância são eficientes, contam com professores qualificados, alcança os lugares mais remotos do país, logo não é justo deixarmos os alunos de EAD impossibilitados de financiarem seus estudos”, justificou o deputado.

Diretor de Gestão de Fundos e Benefícios do MEC, Antônio Corrêa Neto, reconheceu haver um aumento na procura pelos cursos à distância no país e disse que a concessão do FIES aos estudantes de EAD, apesar de não ter uma decisão consolidada no momento, já é uma preocupação existente no órgão.

Presente na reunião, o presidente da Associação dos Estudantes de EAD, Ricardo Holz, ressaltou a importância do financiamento para os alunos de EAD e disse que a intenção dos estudantes não é ir para o embate com o governo, mas sim abrir um canal de negociação para que o direito ao FIES, que já é uma garantia legal, seja concedido sem discriminação, seja para aqueles que estudam em sala de aula ou fora dela. (Assessoria de Imprensa)