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Campo

Foto: Cleide Veloso

Foto: Cleide Veloso

Com mais de 65% de sua cobertura vegetal envolvida pelo bioma Cerrado, o Tocantins vai desenvolver um banco de dados para orientar empreendedores interessados em investir na bioagricultura de frutos nativos. O potencial produtivo sustentável vai incentivar o fomento da produção não madeireira em solo tocantinense.

Nessa perspectiva, o Governo do Estado reuniu representantes de órgãos que já possuem estudos e levantamentos relacionados à produção orgânica e propôs a elaboração de um plano que servirá como orientador aos empreendedores. Após a conclusão de todo esse processo, liderado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), as informações serão disponibilizadas, mantidas e atualizadas no endereço eletrônico da Pasta.

Para o diretor de Políticas e Instrumentos de Gestão Ambiental, Rubens Brito, a partir desse inventário, em que serão registrados importantes aspectos do bioma, será possível fazer uma valoração da cobertura vegetal, tanto do ponto de vista de emissões de carbono, bem como do ponto de vista da conservação e aproveitamento das espécies. “Existem áreas que não podem ser utilizadas, porque são muito frágeis e para recuperar, demandam um processo muito demorado. Porém temos espécies que podem ser aproveitadas com o uso não madeireiro, como por exemplo, plantas para fins medicinais e árvores frutíferas com uso potencial para compotas, doce e sucos”, pontuou.

Finalidade

Rubens Brito comentou ainda, que a finalidade desse modelo de agricultura é fazer com que o Estado alavanque a produção não madeireira, porque as árvores do cerrado não são adequadas para esse tipo de produção.

Segundo o diretor, a ideia é utilizar inicialmente seis tipos de frutas, entre elas, o murici, o araçá, a cagaita, o pequi, o buriti e a bacaba. Com as informações, os empreendedores, tanto pequenos quantos grandes produtores, vão dispor também das regras de utilização de cada tipo de área, sendo assim subsidiados com dados necessários ao início de seu investimento, especialmente voltados para os frutos do cerrado.

Grupo

Além da Semades, fazem parte da comissão de estudos a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), o Instituto de Desenvolvimento Rural (Ruraltins), a Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciências,Tecnologia e Inovação (SECT) e a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), contando ainda com a presença de um grupo luso-brasileiro interessado em investir no Estado. (Ascom/Semades)