Palmas

O manifesto contra o monopólio do transporte coletivo em Palmas, marcado para o dia 20 de junho, pretende envolver todos os segmentos sociais. Um grupo de 20 colaboradores ligados a vários partidos e militâncias definirá nesta terça-feira, 18, os nomes dos líderes que poderão responder e dar entrevistas sobre o movimento.

O grupo quer a participação de entidades e todos os segmentos da sociedade para juntos lutarem por melhorias no sistema de transporte coletivo da capital. Os cartazes já começaram a ser confeccionados e um grupo percorre e mobiliza escolas, presidentes de grêmios e líderes buscando interessados em agregar o movimento.

O manifesto é 100% pacífico, segundo os organizadores. A intenção é começar com uma passeata saindo da frente da Galeria Bela Palma passando pela Estação e terminando em frente à prefeitura.

Um dos colaboradores, que fez inclusive o material visual do protesto, Stephson Kim Nunes defendeu a iniciativa popular do protesto. “O manifesto foi criado aproveitando o movimento. Não é um ato político-partidário”, disse. Segundo ele, o grupo recusou propostas de patrocínio por parte de alguns políticos. “Houve tentativas de políticos para patrocinarem mas foi recusado”, frisou. Ele disse ainda que não tem nenhuma empresa patrocinando o manifesto e que os colaboradores é que estão contribuindo para arrecadar fundos para despesas com materiais para o protesto. Kim é militante político e chegou a ser pivô de um episódio nas eleições do ano passado quando, como líder de juventude, deixou o palanque do prefeito Carlos Amastha e foi apoiar o então candidato do PV, Marcelo Lelis.

A ideia é que o manifesto apenas abra uma etapa de mobilizações em prol de melhorias no sistema. “O movimento vai continuar, não é só um manifesto”, conta.

O estudante Gustavo Henrique Somera, que também é um dos colaboradores disse ao Conexão Tocantins que está atuando na área da mobilização secundarista. Ele conta que já mobilizou os estudantes dos Colégios Estaduais Castro Alves, Tiradentes, Criança Esperança e São José. “O estudante é o maior prejudicado”, disse alegando que é preciso melhorias para que os estudantes tenham mais qualidade no serviço. Ele estima presença massiva de secundaristas que vão faltar ás aulas na quinta-feira.

Repercussão

O manifesto já gera repercussão, principalmente nas redes sociais onde políticos do Estado comentam a iniciativa e chegam a dizer que apoiam o movimento. No entanto, na página do protesto na rede social os organizadores afirmam que representantes políticos que comparecerem podem ser vaiados. “Estamos abertos a dialogo o que não significa que vamos apoiar partido A ou B, querendo o não ninguém pode proibir algum político de dar as caras, o que melhor podemos fazer é vaia-lo e expor nossas indignações”, informam.

O prefeito Carlos Amastha (PP) chegou a confirmar presença pelo facebook mas esclareceu ao Conexão Tocantins que por não querer polemizar ou atrapalhar o movimento não vai comparecer mas que está aberto para ouvir os manifestantes. Ele, inclusive, criticou a atuação da empresa e disse que os serviços prestados são um desastre.

Pautas

As pautas do manifesto são: aumento de Linhas, e a necessidade de pegar apenas um ônibus para chegar ao local de destino, fim do monopólio do transporte exercido pela empresa Miracema, o livre acesso à Cidade, um maior investimento no transporte, saúde e educação, estações melhores equipadas, vigilância e segurança nos pontos de ônibus, Segurança no Transporte além de motoristas melhores preparados para exercer a função. O protesto também é um ato em apoio aos que vem ocorrendo em todo país, inclusive em São Paulo.