Palmas

Foto: Divulgação

Após saírem da Galeria Bela Palmas na capital milhares de manifestantes que foram às ruas na tarde desta quinta-feira, 20, pararam em frente ao Palácio Araguaia. O grupo levou bandeiras, cartazes e gritavam palavras de ordem contra o transporte coletivo na capital e pediram inclusive passe livre para estudantes.

Quando estavam perto da sede da Assembleia Legislativa muitos manifestantes protestaram contra o auxílio-moradia que os deputados recebem e chegaram a citar o nome do deputado José Bonifácio (PR) que sugeriu a instituição do auxílio saúde também para os parlamentares.

O governador Siqueira Campos também não ficou imune às críticas nos protestos. Em frente ao Palácio ele foi alvo de muitas palavras de ordem. Cartazes também criticavam o governo e relembravam inclusive uma das mais populares frases de campanha do governador: "Se não roubar dá pra fazer". Até um caixão foi usado para enterrar, segundo os manifestantes, as coisas ruins da sociedade e da política.

A manifestação foi pacífica e vários policiais cercaram o Palácio Araguaia e a Assembleia por precaução. O dono da Expresso Miracema, Toninho, foi o principal alvo nos discursos dos líderes no carro de som.

A estimativa é que cerca de 4 mil pessoas tenham participado do protesto. Além das palavras de ordem os presentes também entoaram o hino nacional.

O protesto fez mais um ato em frente à da Prefeitura de Palmas, na Avenida JK, onde pediram melhorias para o sistema de transporte coletivo. Depois, um grupo seguiu e foi influenciado por alguns participantes a irem para a frente da residência do governador. A estratégia foi rapidamente desarticulada pela PM que logo fechou o trânsito em algumas rotatórias e em precaução até o helicóptero da SSP sobrevoou a avenida de acesso e a residência de Siqueira Campos.

Em frente ao Colégio Frederico Pedreira o grupo se dispersou e a maioria seguiu novamente para a Praça dos Girassois. No entanto, mais tarde alguns manifestantes conseguiram chegar à casa do governador e gritaram palavras de ordens.

A estrutura do Comando da PM foi grande e os policiais acompanharam em vários carros mas também a pé toda  a mobilização.

Participaram estudantes, representantes de entidades e assim como os organizadores queriam não houve nenhuma bandeira ou símbolo de partido. Segundo a organização este ato foi apenas o primeiro na capital.

Por uma rede social o comandante da Polícia Militar, coronel Luís Cláudio Benício comentou: "Muito bonita a manifestação. Um ato ordeiro que merece ressalva e parabéns", disse. (Atualizada às 10h do dia 21-06-2013)