Polí­tica

Foto: Divulgação


A deputada federal Dorinha Seabra Rezende (DEM/TO), juntamente com um grupo de deputados da Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), participa nesta quinta e sexta, em Palmas, de uma série de atividades relacionadas à violência contra a mulher. A atividade é feita também em parceria com a deputada estadual Amália Santana.

Em 2010, a Central de Atendimento à Mulher registrou aproximadamente 2.900 denúncias de violência doméstica no Estado. No mesmo ano 34 mulheres foram assassinadas no Tocantins. A comitiva fica em Palmas até sexta-feira (28). A cidade é a segunda visitada pelo grupo, que já esteve em Teresina (PI) para debater o aumento desse tipo de crime e possíveis soluções para o problema.

De acordo com o Mapa da Violência, entre 2000 e 2010 foram registrados no Brasil 43.654 assassinatos de mulheres, o que representa 4.465 mortes por ano e um caso a cada duas horas. O maior número de vítimas concentra-se na faixa dos 15 aos 29 anos de idade. As armas de fogo continuam sendo o principal instrumento dos homicídios. Já outros meios além das armas, que exigem contato direto, como utilização de objetos cortantes, penetrantes, e sufocação, são expressivos quando se trata de violência contra a mulher, o que pode ser indicar maior incidência de violência passional.

Para o presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), a impunidade, a falta de políticas públicas para a mulher e a cultura machista são os maiores responsáveis pelo aumento da violência doméstica.  

Outro levantamento do Mapa da Violência mostra que nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país mais de 92 mil mulheres. O aumento de assassinatos neste período foi de 230%. A violência física é a preponderante, com 44,2% dos casos. A psicológica ou moral representa acima de 20%. Já a violência sexual é responsável por 12,2% dos atendimentos. A violência física adquire destaque a partir dos 15 anos de idade da mulher. Já a violência sexual é a mais significativa na faixa de 1 aos 14 anos, período que apresenta significativa concentração.

Programação

Quinta-feira (27)

10h, Seminário "Para elas", sobre saúde e violência contra as mulheres, na: Universidade Federal do Tocantins – UFT;

13h, reunião com Deputados e movimentos de mulheres, na sala de reuniões do Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa;

15h, reunião com movimentos sociais e representantes dos poderes públicos, no Plenarinho da Assembleia Legislativa;

Sexta-feira (28)

8h às 12h, visitas aos equipamentos da rede de proteção à mulher vítima de violência, locais possíveis para visitação:

-Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM- Quadra 103 Norte, Rua NO 03 Lote 35)

-Ministério Público -  Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher (CAOP),Avenida LO 4, 202 Norte, Conjunto 1, Lotes 5 e 6 - Bairro: Plano Diretor Norte

-Hospital e Maternidade Pública Dona Regina, 104 Norte, Rua NE 05, Lotes 31/41, Centro  

-Defensoria Pública - Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos da Mulher (NEDIM) Avenida Teotônio Segurado Quadra 502 Sul, Centro

-Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Flor de Lis,  Quadra 504 Sul, Avenida LE 11 Lote 10,: Centro Sul

-Vara Especializada no Combate a Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulhe, Avenida Teotônio Segurado, s/nº , Fórum Marques São João da Palma

-Casa Abrigo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência de Palmas

-Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher,  Rua 11 com a Rua 17, Quadra 31, Lote 1 a 20, Sala 15,  Taquaralto