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Está previsto para começar no próximo mês de agosto o Censo Nacional do Judiciário, em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pretende realizar um levantamento de informações socioeconômicas e funcionais de todos os magistrados e servidores das instituições judiciárias em nível nacional, a fim de que, de posse dos dados, sejam planejadas novas políticas de gestão de pessoas e avaliadas as já existentes. O levantamento abrange as justiças Estadual, Federal, do Trabalho e Eleitoral.

Comissões censitárias estão sendo formadas em todos os tribunais estaduais e funcionarão como apoio executivo ao CNJ, ajudando na mobilização do pessoal e no acompanhamento da realização do censo. No caso do Tocantins, a desembargadora Ângela Prudente instituiu em 16 de maio passado a Comissão Censitária que tem na presidência a juíza Silvana Maria Parfieniuk. A comissão conta ainda com a participação de Heráclito Botelho Júnior, diretor de Gestão de Pessoas; Vanusa Bastos, diretora do Centro de Comunicação Social;  Alice Carla Setubal, Analista Judiciária de 2ª Instância, lotada na Diretoria de Tecnologia da Informação; e Aline Gonçalves França, Técnica Judiciária de 2ª Instância. 

Diagnóstico

De acordo com o conselheiro do CNJ, Jorge Hélio de Oliveira, tem se pensado em vários quadrantes para traçar o perfil da Justiça Brasileira. "Primeiro, veio a Justiça em Números para diagnosticar os processos em tramitação no Brasil e, agora, chegou a vez de descobrir quem faz o Poder Judiciário. O que faz, qual o vínculo, o perfil remuneratório, qual o seu grau de satisfação, enfim, queremos saber o lado humano de quem faz o Judiciário", explica o conselheiro.

Todos os dados fornecidos serão mantidos em sigilo e os resultados serão divulgados de forma genérica, sem identificação dos participantes. "Não será quebrado sigilo de ninguém, a honra e a imagem serão preservadas. Nós teremos quantitativos para a busca de melhorias na Justiça do Brasil. Desse diagnóstico, resultarão vários projetos e entendemos que isso se inicia conhecendo, ouvindo e melhorando quem trabalha na Justiça", completou o conselheiro. 

Projeto-Piloto

O projeto-piloto do Censo do Judiciário foi aplicado na Comarca de Lagarto, no Estado de Sergipe, no mês de junho, em unidades da Justiça do Trabalho e da Justiça Estadual. Os servidores e magistrados contribuíram fazendo um teste do questionário do censo e, assim, os representantes do CNJ puderam verificar in loco eventuais dificuldades, como problemas na transmissão dos dados, de acesso ao formulário eletrônico, de identificação de servidores/magistrados. Além disso, os que participaram puderam opinar e sugerir acerca do questionário.

O censo será feito por meio da internet. O CNJ vai colocar em seu site um questionário que deverá ser respondido por todos os servidores e magistrados. Oportunamente a Comissão Censitária do TJTO fornecerá informações detalhadas e realizará ampla campanha de mobilização. Para a juíza Silvana Parfieniuk, esse censo vai chegar numa boa hora para o Judiciário tocantinense. “Será o momento em que estaremos também desencadeando nosso programa de Gestão por Competências. Assim, o levantamento nos permitirá cruzar informações com as técnicas de Gestão de Pessoas por Competências que a Presidente do Tribunal de Justiça pretende implementar e, a somatória dessas duas frentes de trabalho, há de nos permitir encontrar boas soluções para valorizar magistrados e servidores”, conclui a presidente da comissão censitária. (Ascom TJ-TO)