Estado

Em nota oficial encaminhada no final da tarde desta segunda-feira, 5, o Comitê Gestor do governo estadual listou todas as providências que o governo está tomando para se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal.

 O governo alega que extinguiu 1.354 cargos de provimento em comissão do Grupo CPC a um custo mensal de R$ 5.849.100,00, e criou, em contrapartida, 885 cargos do mesmo grupo, com remuneração 10% menor, a um custo mensal de R$ 3.622.320,00, uma redução de cerca de 38%, gerando economia mensal de R$ 2,2 milhões ao mês. Outra alegação é que 3.397 cargos foram extintos do Grupo DAS, a um custo mensal de R$ 7.999.050,00, criando-se, em contrapartida, 2.600 cargos exclusivos de assessoramento direto, com remuneração 10% menor, a um custo mensal de R$ 4.982.900,00, uma economia de aproximadamente 37,7%, ou R$ 3 milhões ao mês;

“ A reforma das estruturas da Administração Pública é exigência fundamental e obrigatória, porque o poder Público do Estado do Tocantins não pode ficar desmoralizado e negativado no CAUC, nos bancos oficiais ou particulares, nacionais e internacionais. O Estado não pode sofrer tal vergonha ou prejuízo que certamente levaria à perda da autonomia e de condições morais, sem as quais não poderia continuar existindo”, conclui o governo.

 Veja  a íntegra da nota:

Nota Oficial

Nestes últimos anos o Estado do Tocantins vem atravessando um momento especialmente crítico. Considerando-se apenas os anos de 2012 e 2013, a frustração de receita já ultrapassa a casa dos 380 milhões de reais, perda extremamente relevante para todo o Estado.

 Contribuem, ainda, para o agravamento da situação:

 os repasses para os demais poderes que, de 2008 a 2012, representou um aumento médio de 92%;

o aumento da despesa com pessoal, derivado principalmente da concessão de diversos benefícios sem considerar a capacidade de pagamento do Poder Executivo.

Assim, segundo levantamentos recentes, o Poder Executivo já ultrapassou o limite de despesa com pessoal estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), correndo o risco de ser negativado junto ao CAUC, o que impedirá o repasse de verbas federais, afetando a vida de todos os tocantinenses, e, não apenas dos servidores públicos.

 É de ressaltar, ainda, a necessidade de dar cumprimento à determinação judicial do STF, no caso da ADI 4125, com a substituição de servidores contratados ou comissionados por concursados.

 Tal situação faz com que o Poder Executivo adote providências austeras no sentido de atender o estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, com vistas a assegurar a continuidade dos investimentos imprescindíveis para o desenvolvimento do Tocantins.

 Desta forma, são adotadas as seguintes medidas:

1.  Adequação do valor da remuneração dos cargos dos agentes políticos, reduzindo os subsídios em (através de solicitação de iniciativa da Assembleia legislativa):

a)     25% do Governador;

b)     20% do Vice-governador;

c)      10% dos Secretários de Estado, Secretários Extraordinários, Secretários Executivos, Subsecretários, Presidente de Unidade da Administração Direta, Indireta e Fundacional, Superintendentes e Assessores Especiais.

2.  Extinção de 1.354 cargos de provimento em comissão do Grupo CPC a um custo mensal de R$ 5.849.100,00, criando-se, em contrapartida, 885 cargos do mesmo grupo, com remuneração 10% menor, a um custo mensal de R$ 3.622.320,00, uma redução de cerca de 38%, gerando economia mensal de R$ 2,2 milhões ao mês;

3.  Extinção de 3.397 cargos em comissão do Grupo DAS, a um custo mensal de R$ 7.999.050,00, criando-se, em contrapartida, 2.600 cargos exclusivos de assessoramento direto, com remuneração 10% menor, a um custo mensal de R$ 4.982.900,00, uma economia de aproximadamente 37,7%, ou R$ 3 milhões ao mês;

Com a adoção das medidas acima mencionadas, ao lado do termino da vigência dos contratos temporários (ressaltando que a legislação estadual e a decisão do STF não permitem a renovação dos contratos), o Executivo passa a atender os limites legais da LRF, propiciando condições para a retomada de investimentos, a continuidade da nomeação de servidores aprovados em concurso público, a governabilidade e a merecida atenção que deve ser dispensada a todos os cidadãos tocantinenses.

 Nos anos de 2011 e 2012, o Poder Executivo fez um esforço sem precedentes para colocar em dia suas obrigações com o Banco Mundial e outros instituições de crédito, bem assim com o PIS-PASEP, atrasados por mais de 3 anos com o objetivo de manter o conceito do Estado do Tocantins, e contratar financiamentos para as diversas obras que estamos construindo em todas as regiões do Estado, rodovias, pontes, hospitais e dezenas de prédios públicos, aquisição de máquinas, as mais diversas, e a conclusão dos projetos de irrigação São João, Manoel Alves, Sampaio, etc.

 Obtivemos quase 400 milhões de dólares do BID para a implantação do PROJETO PRODOESTE nos municípios das margens do Rio Araguaia, principalmente Lagoa da Confusão, Pium, Formoso do Araguaia e outros.

 A reforma das estruturas da Administração Pública é exigência fundamental e obrigatória, porque o poder Público do Estado do Tocantins não pode ficar desmoralizado e negativado no CAUC, nos bancos oficiais ou particulares, nacionais e internacionais. O Estado não pode sofrer tal vergonha ou prejuízo que certamente levaria à perda da autonomia e de condições morais, sem as quais não poderia continuar existindo.

Por: Redação

Tags: Comitê Gestor, Siqueira Campos