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Empresário, no ramo de postos de combustível e empreendimentos imobiliários, 45 anos de idade, natural de Jaraguá - GO, Dito Faria está no Estado desde 1978 e é Pioneiro em Palmas. Com a proximidade das eleições do próximo ano ele é um dos que já colocou o nome para disputar um cargo eletivo no próximo ano pelo PMDB. É a primeira vez que pretende disputar uma eleição no Tocantins. Em entrevista ao Conexão Tocantins ele falou sobre algumas polêmicas com relação ao PMDB e principalmente o pleito do próximo ano.

Dito comentou a relação com o ex-governador Carlos Gaguim (PMDB) com quem sempre teve seu nome associado na política e reafirmou que se tiver oportunidade e aval do PMDB pode até chegar a disputar o governo. O peemedebista, que já viaja semanalmente para municípios do Estado buscando contato com lideranças políticas, falou ainda sobre sua atuação no ramo empresarial.

Ele deixa claro seu projeto de participar ativamente da eleição de 2014. "Olha, nosso candidato no PMDB é o ex-governador Marcelo Miranda, não resta dúvida. Agora se você me perguntasse, se eu colocaria também meu nome à disposição do partido, eu diria que sim", admite.

Veja a entrevista na íntegra:

Site Conexão Tocantins-  Qual sua motivação para pleitear um cargo eletivo nas eleições do próximo ano?

DITO - O Estado do Tocantins é um estado que precisa crescer. Estamos vendo em diversas reportagens, notícias que dizem que o empresário não acredita e não quer investir no Tocantins. Olha, um Estado com potencial pecuário, potencial no agronegócio, e até mesmo na construção civil, não pode ficar a mercê da política. Precisamos criar mecanismos para novos investidores olharem para o Tocantins e ter vontade de aqui montar seus negócios, criar a família e melhorar de vida. É esse meu maior motivo de ingressar na política, quero ver nosso Estado crescer.  

CT- Você tem tido uma intensa agenda de viagens junto à lideranças e eventos do interior. Como você está buscando consolidar seu projeto político para o próximo ano junto às bases nos municípios?

DITO - Na verdade estou andando e tenho feito isso há muito tempo, como empresário tenho visitado outros empresários amigos, enfim estou sempre em contato com os colegas de classe. Conheço o Estado, ando, visito e ouço o clamor de muitos líderes políticos, empresários e do cidadão tocantinense. Conhecendo cada cidade, cada região é  que realmente podemos sentir o termômetro da situação do Tocantins. A cada visita que faço, tenho  escutado as reclamações da população e de colegas empresários que estão insatisfeitos com a política econômica e de desenvolvimento do Tocantins. Minhas andanças é pra conhecer mais de perto a realidade do nosso Estado.

CT-  Você chegou a afirmar que é a segunda opção do PMDB para disputar o governo caso o ex-governador Marcelo Miranda não possa ser candidato. Como está o apoio a seu nome internamente no PMDB?

DITO - Olha, nosso candidato no PMDB é o ex-governador Marcelo Miranda, não resta dúvida. Agora se você me perguntasse, se eu colocaria também meu nome à disposição do partido, eu diria que sim. Quero contribuir para uma mudança efetiva na atual situação. Antes de ter qualquer pretensão política eu sou um cidadão, um empresário pioneiro no Estado e sou filiado a este grande partido que é o PMDB, quero que o partido tenha candidatura própria. Tenho um bom relacionamento com os companheiros peemedebistas, e quero estar junto para elaboramos um projeto para a retomada do crescimento e o desenvolvimento do Tocantins. Ainda é muito cedo para se falar em candidatos e em possíveis nomes, mas eu estou no PMDB para colaborar da forma que for necessária. E tenho a certeza, sou um soldado no PMDB e quero contribuir da melhor forma possível.

CT  -   Quem você apoia para assumir o comando do PMDB nas próximas eleições do diretório estadual e por quê?

DITO- As eleições do Diretório Estadual do PMDB vão acontecer no mês de outubro, até lá vamos aguardar. Mas eu apoio o que for melhor para o partido, temos que ter candidatura própria para Governo e nosso foco é trabalhar, deixando de lado as divergências partidárias.

 CT -  Qual sua relação política e empresarial com o ex-governador Carlos Gaguim? 

DITO - O ex-governador Carlos Gaguim é meu amigo pessoal. Quanto a relação empresarial não temos nenhuma, sempre  nos relacionamos muito bem, ele com seus negócios e eu nos meus, somos de ramos distintos. Na política, como disse antes, sou um soldado e estou pronto para quem me chamar e apresentar bons projetos para o estado, quero estar junto e contribuir.

CT -   Você é empresário do ramo dos postos de combustíveis na capital onde há várias suspeitas de formação de cartel. Qual sua ligação e atuação empresarial neste ramo?

DITO -Eu não tenho conhecimento de formação de cartel na capital. O preço do combustível é determinado pela distribuidora junto a Petrobras e é igual para todos. Agora, eu não vejo a gasolina de Palmas como a mais cara do Brasil, por exemplo posso citar  no Acre custa é media R$ 3,25, no Mato Grosso R$ 3,11, Rondônia R$ 3,05 e o Amazonas, Rio de Janeiro e Tocantins, com R$ 3,03, isso é uma média. No Tocantins temos também a questão do frente que acaba influenciando no valor do combustível. Sobre a sua segunda pergunta, eu sou sócio e não estou a frente dos negócios há um bom tempo, estou priorizando outro segmento neste momento, que é o segmento imobiliário.

CT - O governo de Siqueira Campos é alvo de críticas em várias áreas e passa por um momento delicado principalmente com relação à situação do funcionalismo. Como você avalia a atual gestão estadual?

 DITO  - Respondi há alguns dias justamente essa pergunta. E penso que ao responde-la novamente significa que não só eu ou a oposição estejamos avaliando o atual governo, mas toda a sociedade também deve fazer esta mesma reflexão. Meu posicionamento em relação a atual administração é pautado em minhas andanças pelo Estado e também nas conversas que tenho tido. Tenho observado que temos um governo que está há mais de 2 anos, precisamente 2 anos e 7 meses no poder e não temos visto grandes obras.  Foram prometidas para esse mês de agosto, recuperação da malha viária com as operações tapa-buraco,  temos ouvido diariamente as brigas travadas pelos sindicatos para  a convocação de aprovados no concurso do quadro geral do Estado e as  melhorias na rede de saúde, promessas quanto à normalização do fornecimento de medicamentos e materiais, bem como a reformas e compra de equipamentos para as unidades hospitalares do Estado, até então estamos só em promessas.

 CT -  Você acha que o candidato governista será o secretário Eduardo Siqueira Campos? Como você avalia o nome dele para a disputa do próximo ano?

DITO - Assim como nós estamos trabalhando para termos nosso candidato da oposição, acredito que o governo também deve estar trabalho. Cabe ao PSDB tomar essa decisão, agora eu tenho certeza que o povo tocantinense saberá escolher o melhor para o nosso Tocantins em 2014.

CT - Na sua opinião,  qual é o perfil que a população espera de um candidato para as eleições de 2014?

DITO - Nas eleições de 2014,  acredito que a população depois de tantos protestos e luta por seus direitos, saberá fazer uma boa escolha. Estamos caminhando para um Brasil cada vez mais consciente. Acredito que com o tocantinense não será diferente ele vai escolher seu candidato pautado na ética, no trabalho, na força de vontade, na verdade e acima de tudo, no compromisso com o eleitor.

CT - Na sua visão quais as principais demandas do Tocantins atualmente?

DITO -São várias demandas, mas acredito que as principais sejam a infraestrutura, a saúde e o desemprego. O Tocantins é um estado que tem tudo para ser o melhor da região norte do país, falo com relação a logística que possui, as suas hidrovias e ferrovia norte sul. Eu como empresário vejo todos os dias o desespero dos tocantinenses, com a falta de emprego. É como eu sempre digo: o Tocantins tem uma ótima logística e tem tudo para ser o melhor Estado da região norte/Brasil. É necessário ainda trabalhar no que tange a carga tributária que onera nos produtos, tendo em vista que o Tocantins é um Estado que possui muitos micro e pequenos empreendedores.O Estado precisa criar novos incentivos fiscais para manter os micros e pequenos empresários e também atrair grande investidores. Além disso, e necessários investir mais em qualificação de mão de obra. A área da construção civil no Estado é a área que mais emprega, segundo dados do próprio SINDUSCON. Por incrível que  pareça, é a área que mais demanda qualificação de mão de obra. Temos aqui no estado o SENAI,  SEBRAE e demais entidades do Sistema S que precisam  ser mais exploradas nesse sentido. Estamos “com a faca e com queijo na mão” basta saber ter discernimento para executar as ações.