Polí­tica

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A deputada estadual do PT, Amália Santana apresentou um requerimento nesta terça-feira, 27, na Assembleia Legislativa onde pediu envio de expediente á presidente Dilma Rousseff, à Secretária de Direitos Humanos da Presidência, Maria do Rosário, ao Ministério de Minas e Energia e ainda ao Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM solicitando providências urgentes para solucionar os conflitos existentes nos canteiros de obras da mina de Serra Pelada.

Preocupada com a situação, inclusive com as notícias recentes de conflitos no local, a parlamentar disse que a nova corrida do ouro na mina da Serra Pelada, localizada no Sul do Pará, pode se tornar uma tragédia anunciada devido aos conflitos no local. “Foram anos de espera e sofrimento de milhares de garimpeiros de diversas regiões do nosso país, até que fosse encaminhada uma solução aprovada pela maioria, e que hoje não está sendo cumprida integralmente”, relatou se referindo ao contrato de parceria entre a Cooperativa de Garimpeiros e a empresa Canadense, denominada Colossus.

Ao citar atos de violência que teriam partido da própria polícia militar, conforme alguns veículos de imprensa relataram, no dia 25 de agosto deste ano logo após assembleia dos garimpeiros a parlamentar solicita a imediata intervenção da Secretaria de Direitos Humanos e dos demais órgãos da presidência para evitar um massacre ou derramamento de sangue. “Não podemos aceitar que uma empresa venha até ao nosso país para maltratar, dilapidar nosso patrimônio, e que fique impune. Várias denúncias foram formalizadas de atos de corrupção, violência e interesses políticos, bem como, disputa entre grupos rivais pelo comando da Cooperativa dos Garimpeiros da Serra pelada”, defende.

Paralisação

As atividades na Serra Pelada, onde vivem também crianças e mulheres, estão paralisadas e manifestantes de várias partes do Pará e até do Tocantins chegam no local. Um acampamento na entrada do túnel principal do garimpo impede a entrada para a mineração e apenas policiais conseguem passar no local. A exigência dos garimpeiros é com relação à renegociação da porcentagem do ouro que segundo eles teria sido negociado sem participação e autorização dos representantes.

Outro fator preocupante são as condições precárias e falta de infraestrutura básica do local o que coloca em risco a vida das pessoas que estão na área.