Polí­tica

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Após a confirmação e oficialização do ingresso da senadora Katia Abreu nos quadros do PMDB o prefeito da capital, Carlos Amastha, desafeto político dela, afirmou ao Conexão Tocantins nesta sexta-feira, 4, que uma aliança entre PP e PMDB pode ser inviabilizada para 2014. “Do meu ponto de vista impossibilita totalmente uma aliança”, avaliou.

Amastha relembrou o impasse com a senadora e disse que não considera a possibilidade de uma aliança no grupo que ela esteja e muito menos chegar a apoiar uma possível candidatura dela para o Senado. “Ela sem me conhecer me chamou de traficante, fez uma campanha pesada contra mim ano passado, não existe possibilidade de estar junto com uma pessoa dessa”, disse.

Para Amastha o cenário político está caminhando para ser semelhante ao de 2012 nas eleições municipais da capital. “Estão fazendo tudo isso mas esqueceram de combinar com o povo. Frente de oposição a Siqueira para eleger a Katia? Eles não são oposição a nada”, disse, se referindo ao fato da senadora ter sido aliada do atual governo até algumas semanas atrás.

Na opinião do prefeito no próximo ano serão dois grupos do mesmo e uma terceira via. Os dois grupos do mesmo seria a oposição formada por alguns partidos que tem líderes que romperam com o governo, como o PMDB, e o candidato do Palácio e a terceira alternativa, segundo ele, é o projeto político que o PP tem junto com os aliados preferenciais como o PT, PCdoB e PRB, por exemplo. O PP pretende trabalhar a partir de agora um dos nomes da legenda para disputar o governo, o mais cotado é o do empresário Roberto Magno Martins Pires que até então tem negado veemente tal intenção.

Outro que analisou a situação do PP junto ao PMDB com a adesão de Katia ao partido foi o secretário geral do PP, Robson Ferreira. Ele frisou que no momento o partido está focado no projeto político que pretende construir para apresentar uma nova alternativa ao povo do Estado. “Acreditamos que vamos apresentar para o eleitor um projeto novo, algo realmente que vai de encontro à necessidade do eleitor que procura uma nova alternativa para o Estado. Nossa prioridade é trabalhar o projeto do partido”, disse.

Peso político

Os diversos grupos políticos avaliam que Amastha terá peso político na eleição do próximo ano. O grupo ligado ao governador que está montando a Nova União do Tocantins por exemplo pretende convidá-lo para integrar o projeto de reestruturação política da base governista. Amastha segue com o discurso que em 2014 o povo quer um projeto de mudança assim como foi em 2012 na eleição da capital quando ele saltou de 1% para a vitória nas urnas.