Polí­cia

Foto: Divulgação

O delegado da Divisão de Homicídios (DHPP), João Sérgio Kenupp, que investiga a morte do professor Arione Pereira Leite, 56, afirmou ao Conexão Tocantins na tarde desta sexta-feira, 11, que os agentes ainda estão na área onde ocorreu o crime em busca de pistas para desenvolver a linha de investigação do caso. O professor foi morto na manhã de hoje e o corpo encontrado a frente da Escola de Tempo Integral Eurídice de Melo, no Aureny III, região Sul de Palmas onde a vítima estava fazendo um curso.

Amigos e familiares relataram ao Conexão Tocantins que há a suspeita de ter sido um crime com motivação homofóbica mas o delegado foi cuidadoso ao analisar tal possibilidade. “Não temos nada ainda. É jogar no escuro”, disse porém sem descartar a possibilidade. Os familiares do professor já foram até a polícia , registraram a ocorrência e aguardam que a investigação aponte o assassino. De acordo com a Polícia Militar (PM), a pedra usada no crime tinha cerca de 15 cm de diâmetro.

O corpo de Arione foi encontrado perto do carro da vítima com uma lesão no crânio. Os documentos da vítima não foram encontrados. O crime chocou os moradores da região. A família ainda define horário e local do sepultamento.

Natural de Novo Acordo no Tocantins Arione era professor de letras e trabalhava na Escola Municipal Aurélio Buarque. Ele tinha três filhas e recentemente assumiu a homossexualidade. Familiares e amigos estão chocados com a brutalidade do crime. “Ele era uma pessoa do bem, tranquila, não bebia, não usava drogas, estamos todos chocados e tristes”, relatou um amigo e ex-aluno de Arione ao Conexão Tocantins.

Homofobia

O presidente do Grupo Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual, Henrique Ávila, chegou a estimar que só este ano em Palmas já foram registrados três homicídios motivados por razões homofóbicas.