Polí­tica

Foto: Divulgação Josi Nunes teria sido indicada para o cargo, mas ela mesmo já manifestou que não tem interesse Josi Nunes teria sido indicada para o cargo, mas ela mesmo já manifestou que não tem interesse

O imbróglio envolvendo os políticos ligados ao deputado federal Júnior Coimbra de um lado e os que se intitulam “autênticos” do PMDB, grupo ligado ao ex-governador Marcelo Miranda, Moisés Avelino, Derval de Paiva, Carlos Gaguim e Josi Nunes do outro lado, pode ter uma solução à vista. Segundo a deputada estadual Josi Nunes (PMDB), um acordo envolvendo a vice-presidência da executiva estadual do partido pode ser o caminho para uma paz interna, ou melhor, uma trégua, já que a novas divergências podem surgir até as eleições de 2014.

Josi Nunes explicou que este acordo foi negociado antes da eleição do diretório e agora ele está sendo novamente discutido. Para ela, a negociação também sela um compromisso de candidatura própria do PMDB. “Nós levamos o nome muito em cima da hora. Há uma disposição, o deputado Junior. [Deputado Júnior Coimbra] assume esse acordo”, disse.  Ainda segundo a deputada, o grupo dos “autênticos” deve participar do diretório.

Em suma, o acordo seria que os autênticos ficassem coma vice-presidência do diretório, e Júnior Coimbra com a presidência. Entretanto o presidente irá se afastar para se lançar como candidato ao Governo do Estado, deixando o comando do partido por um tempo na mão dos “autênticos”.

Josi descarta a vice-presidência

O nome da própria deputada Josi Nunes teria sido indicado para o cargo, mas ela mesmo já manifestou que não tem interesse. “Eu sou presidente do PMDB Mulher regional e da Fundação Ulisses Guimarães do Tocantins. Não vou deixar o trabalho dos autênticos”, destacou.

Ainda segundo ela, o partido tem outros nomes com bagagem para assumir o cargo, dentre eles o nome do ex-governador Marcelo Miranda.

Candidatos ao governo do Estado

Se for confirmado este acordo os peemedebistas terão pela frente uma nova negociação para lançar qual será o candidato ao governo do Estado pelo partido. Josi Nunes explicou que quem quiser lançar o nome tem o direito, mas os “autênticos”, irão trabalhar o nome de Marcelo Miranda. “A comunidade quer o Marcelo. Cada candidato vai ter que trabalhar o seu nome”, pontuou.

Ela finalizou dizendo que acredita em um acordo dentro do próprio partido e que os grupo do qual faz parte irá se reunir para discutir a acertar. “Agora que está todo mundo mais calmo, sem pressão para as eleições internas. Espero um acordo”, finalizou.

Kátia Abreu

A dúvida agora é saber onde entrará a senadora Kátia Abreu (PMDB) nestes acordos e como os dois grupos irão trabalhar o interesse dela em também participar do processo eleitoral e uma possível candidatura ao Governo do Estado. A entrada da senadora no partido foi conturbada e enfrentou resistência do grupo ligado ao presidente Júnior Coimbra.