Polí­tica

Foto: Clayton Cristus Eduardo do Dertins é o autor do requerimento que pede a instalação da CPI Eduardo do Dertins é o autor do requerimento que pede a instalação da CPI

Após as declarações do deputado estadual Eduardo do Dertins (PPS), que usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins, na manhã desta terça-feira, 29, para cobrar esclarecimentos da empresa Foz/Saneatins sobre a gestão da empresa e as taxas de água e esgoto cobradas, a deputada Josi Nunes (PMDB) falou na possibilidade da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a empresa. A CPI foi pedida pelo deputado Eduardo do Dertins por meio de requerimento na manhã desta terça-feira.

Ao introduzir o debate, Eduardo do Dertins solicitou que o diretor presidente da empresa, Mário Amaro, compareça à Assembleia Legislativa para responder aos questionamentos dos deputados. O deputado também questionou a venda de ações que o Governo do Estado tem da empresa. Em um requerimento aprovado na semana passada, o deputado já havia sugerido o comparecimento do presidente da companhia na Casa de Leis.

Josi Nunes adiantou ao Conexão Tocantins que a possível CPI já contaria com as oito assinaturas necessárias e poderia ser criada e ficando na Casa aguardando a conclusão da CPI da Telefonia que está em investigação. “A CPI da Saneatins, bem como a do Igeprev, podem ser aprovadas e aguardando andamento na Casa. A CPI da telefonia pretendemos concluir até o dia 15 de dezembro”, disse.

Questionamentos

A deputada elencou uma lista de questionamentos para serem apresentados se confirmada a CPI da Saneatins:

- Composição e participação dos sócios da empresa

- Venda de ações de propriedade do Governo do Estado

- Esclarecimentos sobre a entrada do Grupo Foz na Saneatins

- Comprometimento com a qualidade dos serviços prestados

- Composição das taxas de água e  esgoto praticadas

- Universalização dos serviços

Para Josi Nunes faltam esclarecimento em vários pontos. “Onde está escrito que a taxa de esgoto é 80% do valor da água. É justo construir saneamento básico com recursos federais e depois uma empresa cobrar. E o acesso à água, Palmas esse ano teve até racionamento”, questionou