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Com a chegada do período chuvoso, o pecuarista deve ter ainda mais cuidado com o rebanho, que fica mais sujeito a doenças e susceptíveis a descargas elétricas. O alerta vem do setor de Desenvolvimento Animal da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) e visa resguardar a segurança dos mais de oito milhões de bovídeos (bovinos e bubalinos).

O zootecnista da Seagro, Ademar do Carmo Júnior, o início do período chuvoso é preocupante devido o aumento de doenças. “Geralmente os parasitas têm ciclos através da postura de ovos. Quando chove, a umidade faz com que esses ovos eclodam, e o ciclo seja iniciado”, alerta.

Para Ademar, a melhor forma de evitar a proliferação de doenças é manter a higiene dos locais onde fica o gado. “O Tocantins apresenta altas temperaturas e umidade, ambiente propício para a proliferação de vetores das principais doenças que acometem o gado, como a miías, conhecida como bicheira. Por isso a limpeza das instalações é fundamental”, aconselha Ademar.

Outra precaução é manter a vermifugação dos animais mais jovens, entre dois e oito meses, sempre em dia. “Nesta idade os animais são mais vulneráveis, portanto recomenda-se que a vermifugação ocorra no período da seca, preparando o gado para o período mais crítico do ano”, alerta.

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No Tocantins, são recorrentes os casos de animais mortos após descargas elétricas nos campos e os prejuízos imensuráveis. Segundo o Núcleo Estadual de Meteorologia e Recursos Hídricos (Nemet-RH), da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins), a maior incidência de raios no país acontece entre os meses de outubro a março. Devido à sua proximidade à Linha do Equador, o Tocantins está em um local de grande incidência destes fenômenos.

O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), informa que o Brasil está em primeiro lugar no ranking mundial de incidência de raios, com 57,8 milhões de ocorrências por ano. Entre os anos de 2000 e 2009, morreram 1.321 pessoas, das quais 61% na zona rural.

De acordo com especialistas, para os animais o risco também é grande, mas pode ser amenizado com medidas de segurança. O maior número de mortes de animais ocorre nas proximidades de cercas de arame farpado ou árvores. Uma medida simples para evitar este tipo de incidente é a instalação de para-raios nos pastos. Outra providência é a colocação de moirões de madeira ou concreto, ou ainda canos de ferro galvanizado a cada 50 metros (em terreno seco) ou a cada 100 metros (em terreno úmido). Para garantir a segurança, o moirão ou cano deve ser enterrado no mínimo um metro no solo. É recomendável ainda que a corrente elétrica seja interrompida em no mínimo 300 metros a cada 60 metros de cerca. (Ascom Seagro)