Campo

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A produção de algodão no Estado pode ter um salto a partir de 2014. Tudo porque a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) autorizou o Tocantins a plantar algodão transgênico. O aval foi dado após pedido do Governo do Estado e estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A expectativa da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) é que área plantada passe de cinco mil para 40 mil hectares no próximo ano.

O Tocantins não pode plantar algodão geneticamente modificado por conta de uma zona de exclusão imposta em 2005 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida englobava toda a região Norte e algumas áreas de diversos Estados. O objetivo dessa zona é evitar que espécies nativas e adaptadas sejam contaminadas. Segundo decisão da época baseada em um parecer da Embrapa, "o isolamento geográfico entre cultivares é a forma mais eficiente de se evitar cruzamentos". Ficou acertado que em todas as safras o zoneamento seria atualizado, com a possibilidade de retiradas ou inclusões de zonas de exclusão.

A partir da liberação da CTNBio se espera agora que o Mapa publique portaria, ainda na próxima semana, alterando a anterior, que estabelece as zonas de exclusão, conforme explicou o secretário executivo da Seagro, Ruiter Padua. “O transgênico é mais rentável ao produtor porque exige menos gastos com inseticidas, ou seja, melhor também para o meio ambiente. Esperamos também um aumento na produção que havia deixado de ser rentável aos produtores”, explicou. Caberá também ao Mapa publicar portaria que tratará do zoneamento da cultura, quando então estará definitivamente liberado o cultivo do algodão transgênico no Tocantins.  

Dentre as justificativas apontadas pelo Governo do Estado e pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para pedir a autorização ao plantio de algodão transgênico, estavam o desenvolvimento regional e também o controle à lagarta Helicoverpa armigera que vem causando devastação nas lavouras brasileiras.

Produção

Atualmente, a região da Chapada das Mangabeiras, na divisa com a Bahia, é a maior produtora do grão no Estado. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado produziu 18,9 mil toneladas de algodão em caroço na safra 2012/2013, e esperava produzir, na safra 2013/2014, antes da liberação dos transgênicos, 22,7 mil toneladas. (Ascom Seagro)