Polí­tica

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O Ministério da Previdência Social começa nesta quinta-feira, 12, uma nova auditoria no Igeprev do Tocantins e o assunto reacendeu as discussões na Assembleia Legislativa hoje. A proposta de abertura de CPI para investigar o que aconteceu no órgão ganha força e apoio de parlamentares como o deputado Sargento Aragão (Pros). “A CPI é a ferramenta que nós temos. Quando convocar esse secretário Lucio Mascarenhas ele vai vim aqui debaixo de vara”, disse.Mascarenhas é o presidente do Conselho de Administração do Instituto.

O regimento da Casa de Leis diz que a Assembleia só pode abrir duas Comissões ao mesmo tempo. Atualmente estão abertas a da telefonia e a da Celtins. A CPI da Telefonia já está em fase de instalação e deve ser encerrada dia 18 deste mês. O novo pedido de CPI deve ficar só para o próximo ano já que os parlamentares entram em recesso dia 20.

O deputado Marcelo Lelis (PV)  também se manifestou favorável à abertura da CPI.

Na discussão o governista José Bonifácio (PR) frisou que mesmo com todos os desvios e rombos no órgão nenhum servidor terá problemas para receber a aposentadoria porque, segundo ele, o governo tem a obrigação de pagar os aposentados.“O Estado é o responsável”, disse.

O pestista José Roberto (PT) rebateu a afirmação. “Os servidores serão roubados no Igeprev e roubados como cidadão do que vai ser tirado do governo para cobrir rombo que foi feito por pessoas que tem nome e CPF”, disse. Ele, mesmo sendo adversário da senadora Katia Abreu, elogiou a atitude dela de entrar com uma ação contra o TCE por possível omissão no caso do Igeprev.

Em concordância com o petista, Eli Borges (Pros) também frisou que é preciso punir os responsáveis pelas aplicações mal feitas que comprometeu os recursos do órgão.

Até o presidente da Assembleia, Sandoval Cardoso (SDD) frisou que acha importante a abertura de uma CPI até mesmo para que não seja feita nenhuma injustiça com relação às gestões do órgão. “A CPI é uma boa ferramenta para colocarmos os pingos nos is e dar nomes aos bois”, disse.