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Foto: Márcio Vieira “Já estou no Estado há 25 anos a jornada de seis horas é a mais produtiva”, garante o assistente administrativo Marcos Cesar Lobão “Já estou no Estado há 25 anos a jornada de seis horas é a mais produtiva”, garante o assistente administrativo Marcos Cesar Lobão
  •  Para Vilma Barbosa, a medida melhora a qualidade de vida dos servidores

Sindicato e servidores públicos estaduais aprovaram a decisão do governo do Estado em manter a jornada de trabalho de seis horas diárias nos órgãos da administração estadual. Entre os argumentos estão a maior produtividade no ambiente de trabalho, satisfação do funcionário público por ter mais tempo para se dedicar à família e a atividades pessoais e melhoria na qualidade de vida.

O expediente de seis horas foi instituído temporariamente pelo governo do Estado em outubro de 2012 e terminaria no último dia 31, mas foi prorrogado até 16 de fevereiro deste ano. O decreto nº 4.961 assinado pelo governador Siqueira Campos, dispõe sobre essa prorrogação. O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Sisepe) apoia e defende a medida adotada pelo governador. “Tal decisão atende o estatuto do servidor, considerando que a carga horária máxima é 8 horas e a mínima de seis horas diárias. Essa jornada de trabalho traz uma série de vantagens para o servidor, para o governo e também para a população”, disse o presidente do Sisepe, Cleiton Pinheiro.

Para o representante dos servidores, o ideal é que a jornada de seis horas seja definitivamente instituída. Conforme o secretário de Estado de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, a ideia do governo em estender até o dia 16 de fevereiro de 2014 o prazo para continuar a jornada de trabalho de seis horas teve a finalidade de dar tempo para chamar a sociedade civil organizada para discutir o assunto. “A proposta do governo de levar até o final de fevereiro é para termos tempo de ouvir a associação comercial, clube dos diretores lojistas, federação das indústrias e os sindicatos representativos dos servidores públicos, ou seja, ouvir o conjunto da sociedade para saber se vamos manter esse expediente”, explica.

Servidores satisfeitos

Para a analista técnica da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), Vilma Rodrigues Barbosa, além da economia orçamentária para o governo, a medida melhora a qualidade de vida dos servidores. “As mães servidoras agora podem cuidar melhor de seus filhos e de si mesmas e assim trabalhar com tranquilidade produzindo muito mais,” afirmou à servidora. Para ela, a população tocantinense já se adaptou a essa rotina.

A auditora da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), Franciandra Mendes, conta que com a jornada de seis horas há economia tanto para o governo do Estado quanto para a população. Na opinião dela, um dos benefícios é a diminuição do desgaste do servidor no trânsito, como também a diminuição do fluxo de automóveis nas ruas. “Há uma economia em todos os sentidos,” afirmou.

Leonel Vaz também é funcionário público estadual e defende o trabalho em meio período. Ele apresenta uma sugestão: “Para mim o melhor horário seria das 7 às 13 horas e para o servidor seria melhor, pois teria toda à tarde para resolver assuntos pessoais”, comenta.

Jornada reduzida

Conforme dados da Secretaria de Estado da Administração (Secad), atualmente mais de 70% da força de trabalho do Estado é de servidores efetivos, o que corresponde a mais de 36 mil pessoas.

A jornada de trabalho de seis horas, no expediente de 12h30 as 18h30, não se aplica aos funcionários públicos que trabalham em órgãos ou executam serviços que necessitam de plantão permanente. (ATN)