Polí­tica

Foto: Divulgação

O Ministério da Educação divulgou dados de que o número de matriculados no ensino integral, em que o estudante fica sete horas na escola, foi de 3,1 milhões em 2013 em todo o País. Em 2010, esse número foi de 1,3 milhão. Essa expansão mostra que no Tocantins 26% dos matriculados no ensino fundamental estão nessa modalidade. O índice é maior que a média nacional, que é de 10,91%.

O destaque no levantamento, no entanto, é o gargalo que existe no ensino médio. As matrículas nessa etapa seguem estagnadas, apesar do aumento das matrículas nas creches (7,5%) e na pré-escola (2,2%) e na melhora de fluxo apontada pelo Governo. O Censo da Educação Básica de 2013 divulgado ontem mostrou que o ensino médio vem perdendo alunos e registrou no ano passado 64 mil matrículas a menos que em 2012 - queda de 0,7%. Dos jovens de 15 a 17 anos, 15,8% estavam fora da escola e, entre os matriculados, muitos cursavam a série errada.

Apesar de alguns dados positivos, a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (Democratas/TO) apontou que os números não representam necessariamente a realidade. A qualidade deve ser prioridade, segundo a deputada. “É importante reforçar que a escola de tempo integral deve oferecer uma série de atividades extracurriculares e com qualidade, não pode ser apenas um depósito de crianças”, disse.

Quanto ao ensino médio, a democrata defendeu uma nova identidade para essa etapa da educação. “O ensino médio precisa passar por uma reformulação e de uma nova identidade, com um currículo menos extenso e mais eficiente, vinculado à educação profissional para atraí-los de volta para as escolas e prepará-los para o mercado de trabalho”.