Polí­cia

O advogado Tales Jayme, da defesa do empresário Frederico Gayer, esposo da deputada estadual Luana Ribeiro (PR-TO), que foi condenado pelo 1º Tribunal do Juri de Goiás, nesta última segunda-feira, 17, a 12 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado, concedeu entrevista ao Conexão Tocantins onde informou que vai pedir a anulação do julgamento.  “Vou entrar com uma apelação e vou recorrer. Com certeza o júri será anulado porque a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às prova dos autos”, frisou. Gayer é acusado de matar Herbert Resende, na madrugada de 5 de abril 1997, na porta da boate Draft, no Setor Oeste, em Goiânia.

A acusação é de homicídio por motivo fútil já que o disparo foi efetuado por Gayer na barriga da vítima após uma discussão por causa de uma troca de fichas de consumo dos dois, por engano, pelo responsável pelo caixa da boate. Mesmo com o mal entendido resolvido imediatamente pela boate, Gayer esperou Herbert do lado de fora da boate. Segundo informações nos autos, Gayer trocou algumas palavras com a vítima e o empurrou, acertando-o com um tiro em seguida. A vítima deixou quatro filhos órfãos há dezessete anos.

Na argumentação do advogado, Gayer jamais cometeu o crime da forma como foi abordada no julgamento. “O  fato aconteceu dia 5 de abril e o rapaz morreu no dia 29. Houve um disparo na barriga mas ele foi atendido no hospital, a família optou por transferi-lo para outro local onde ele ficou num apartamento e não na UTI, daí foi acometido com uma infecção hospitalar e morreu”, argumentou.

A expectativa da defesa é que o Tribunal de Goiás acate a tese da infecção hospitalar e faça outro Juri. “Houve muitas falhas no júri. O Frederico não merece ser condenado”, argumentou. Indagado sobre uma declaração de Frederico de que um familiar da vítima chegou a procurar sua mãe e pediu R$ 200 mil, o advogado não quis comentar. “Não conheci essa parte”, disse. Segundo a defesa há provas de que Gayer foi agredido pela vítima.

Se o Tribunal não acatar o recurso da defesa para um novo julgamento, Gayer deverá cumprir a pena em regime fechado na Penitenciária Cel. Odenir Guimarães, também conhecida como Centro Penitenciário de Atividades Industriais do Estado de Goiás (CEPAIGO).