Polí­tica

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Com a presença e participação de toda a comunidade acadêmica, representada por integrantes do corpo docente e discente do campus de Palmas, foi instalado nesta sexta-feira, 28, na capital, o Comitê Universitário do CERTO - Comitê de Estudos para a Reorganização do Tocantins na UFT - Universidade Federal do Tocantins. O evento aconteceu a partir de convite do reitor da instituição Márcio da Silveira, que em seu pronunciamento afirmou: “Penso que para a reorganização do Tocantins, é indispensável levantarmos, entre outras bandeiras importantes, a da educação. Obviamente não podemos esquecer da segurança pública, da saúde. Mas precisamos publicizar o conhecimento produzido na Universidade”, pontuou. Já a vice reitora Isabel Alver disse que “é preciso mirar adiante, discutirmos clara e francamente uma educação de qualidade para todos.

Analisando a realidade vivida pela educação, o professor, mestre, doutor e coordenador do curso de engenharia de alimentos Albano Salustiano citou que “um trabalhador braçal no Rio de Janeiro tem salário maior que um doutor coordenador de curso numa Universidade Federal. Precisamos de movimentos sérios, que apontem soluções sem objetivos eleitoreiros”, acrescentou.

O evento foi marcado pelo alto nível do debate e das proposições apresentadas por mestres, doutores e estudantes de diversas áreas que representaram o corpo discente da instituição. O tom geral foi de indignação e preocupação com os rumos que o estado está tomando nos dias atuais. “A autonomia não foi conquistada há 25 anos, mas deve ser um trabalho contínuo, com a participação de todos os segmentos sociais”, disse um dos estudantes. Representando a comunidade indígena, a estudante de direito Narúbia Wereria, da etnia Karajá da Aldeia JK na Ilha do Bananal,  lembrou que seu povo passa por um momento extremo, com o maior registro de casos de suicídio do mundo entre a população indígena  jovem. “É preciso que alguém se incomode, que pense nisso quando botar a cabeça no travesseiro para dormir”, disse Narúbia.

O presidente do Instituto de Tecnologia em Educação, Administração e Política – ITEAP  e organizador do Comitê, Tadeu Zerbini, disse que a receptividade da comunidade acadêmica da UFT e os questionamentos levantados são um sinal animador de que o Certo acontece num momento em que a sociedade deseja participar de um debate sério que leve a propostas reais que, por sua vez, devem sair do campo das ideias e se transformar em atitudes práticas, que possam levar o desenvolvimento – não somente econômico, mas em todas as áreas do desenvolvimento humano - a todos os cantos do Tocantins. Os próximos comitês a serem formados serão nas cidades de Porto Nacional, Gurupi e Paraíso do Tocantins.

O ex-prefeito de Porto Nacional, Paulo Mourão ressaltou a importância de estimular o debate com a sociedade sobre a real situação em que se encontra o Tocantins, que é preocupante. “É preciso essa corrente de cidadania acontecer, para juntos ampliarmos o debate pluripartidário que acima de tudo é da cidadania. Sociedade, universidade todos juntos buscando corrigir os erros e equívocos cometidos ao longo dos anos, a fim de estabelecermos metas e planos estratégicos de desenvolvimento social e econômico, que é a reformulação que o Certo está propondo, todos juntos construindo um Estado que todos nos sonhamos”, destacou.