Polí­tica

O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores no Tocantins manifestou seu repúdio ao ato de renúncia do agora, ex-governador do Estado, Siqueira Campos e de João Oliveira. Para o partido a renuncia trata-se de um golpe político que aprofunda a crise institucional vivida pelo Estado, provocada, segundo o PT, por aqueles que deveriam honrar o compromisso assumido de governar o Estado por quatro anos.

“O gesto do agora ex-governador e do ex-vice-governador, longe de ser uma demonstração de “amor” pelo Tocantins, é um gesto de desrespeito ao povo tocantinense e às instituições democráticas de direito. É um gesto de quem se considera acima da democracia e de quem coloca os interesses pessoais acima dos interesses da coletividade”, segundo o PT.

Para o partido dos trabalhadores, esta atitude expõe, mais uma vez, o Estado a um cenário de instabilidade política, semelhante ao ocorrido em 2009, quando o Estado teve um governador e um vice-governador cassados e um outro eleito por voto indireto. “Se naquele momento buscava-se cumprir a determinação da justiça, hoje tal manobra tem como única finalidade assegurar, a todo custo, que o “siqueirismo” perpetue no poder”, segundo o PT.

O partido comunica ainda que não aceita o discurso de que as renúncias de João Oliveira e Siqueira Campos sejam legais, e mesmo que fossem, para o PT, é um ato imoral. “Porque se assim não o fosse, João Oliveira não teria renunciado e estaria cumprindo o compromisso firmado com a população de assumir o governo na ausência do governador do Estado”, segundo o partido.

Para o diretório, a conjuntura arquitetada e em construção precisa ser derrotada pelo povo tocantinense que detém o poder de definir os rumos políticos e administrativos do Estado. E que não se pode permitir que Siqueira e Oliveira “manipulem a legislação, tratando o Estado do Tocantins como se fosse uma propriedade particular colocada a serviço dos seus interesses mesquinhos”, segundo o diretório.

“Apesar do PIB do nosso Estado crescer com índices comparados aos da China, nosso povo sofre com uma saúde desmantelada, uma educação precarizada, sem segurança, com os servidores públicos desvalorizados e por isso fazem greves e pela total ausência de uma política de inclusão social. Isto acontece pelo total descompromisso de seus gestores que não tem no centro da sua agenda o desenvolvimento do ser humano”, segundo o PT que confirma Paulo Mourão às eleições indiretas na Assembleia Legislativa.

“Comunicamos ao povo tocantinense que o PT apresentará a candidatura de Paulo Mourão às eleições indiretas na Assembleia Legislativa, para assegurar que haja um debate qualificado com a sociedade sobre o momento que vivemos, e a necessidade de romper com esse  modelo de  política atrasada, que envergonha nosso Estado, denunciando as mazelas e a falta de compromisso em enfrentar e solucionar os problemas vivenciados pela nossa gente”, segundo o PT.

O PT reafirmou que "não compactua com esse modelo de governo e nem com o golpe que está em curso. Não ficaremos em silêncio diante de tamanha afronta a democracia. Somaremos aos homens e as mulheres de bem para combatê-los nas ruas e nas tribunas da casa do povo”, ainda segundo o partido.