Polí­tica

Foto: Divulgação Presidente estadual do PV, deputado Marcelo Lelis Presidente estadual do PV, deputado Marcelo Lelis

O PV do Tocantins aprovou resolução que determina que o partido terá candidatura própria na eleição indireta para o Governo do Estado e que esta candidatura será uma forma de protestar contra o “golpe político” proposto no Estado com as renúncias do ex-governador Siqueira Campos e do ex-vice-governador João Oliveira. Na resolução aprovada em reunião da executiva do PV, na noite desta ultima terça-feira (09), na sede do PV em Palmas, os membros dos Diretórios Estadual e Metropolitano deixam claro que o protesto não é para discutir “a ação legal das renúncias, mas o ato antiético e imoral que levou a elas”.

“Os membros da executiva foram unânimes ao decidir que o PV terá candidato próprio e que esta candidatura será uma forma de protesto contra o “golpe político” que o Governo do Estado arma contra a sociedade. Não podemos virar as costas para o processo e muito menos nos omitir nessa hora. Temos que ser a voz da sociedade na Assembleia, assim como expor para o povo tocantinense essa ação que estão querendo fazer”, afirmou o presidente estadual do PV, deputado Marcelo Lelis.

A candidatura do PV também terá a intenção, segundo o presidente do partido, de ampliar o debate sobre a situação atual do Estado. “Temos viajado o Tocantins todo e vimos de perto como está a situação de cada município. Não existem ações públicas estaduais eficientes de amparo à população em diversas áreas, como na saúde, na segurança pública, na infraestrutura e na educação. São áreas primordiais de um Governo que não estão atendendo às necessidades da população. O nosso povo está desamparado e precisamos fazer essa discussão para levar o Tocantins para o rumo do desenvolvimento”, manifestou Lelis.

Para o presidente do Diretório do PV de Palmas, vereador Joaquim Maia, a resolução firma definitivamente o posicionamento do partido diante da eleição indireta. “Discutimos muito e a executiva decidiu por unanimidade por uma candidatura de protesto e vamos defender essa posição durante todo o processo”, reforçou Joaquim Maia.