Educação

Foto: Divulgação Murilo e João Pedro fazem curso técnico de informática integrado ao ensino médio no Colégio da Polícia Militar, em Palmas Murilo e João Pedro fazem curso técnico de informática integrado ao ensino médio no Colégio da Polícia Militar, em Palmas

Ferramenta de desenvolvimento, o ensino profissionalizante possibilita a formação da população e que o cidadão tenha melhores condições de concorrer a vagas no mercado de trabalho, ao mesmo tempo em que favorece este mercado com a oferta de mão de obra qualificada. Para isso, o Estado investe na formação de jovens e adultos promovendo cursos e criando estruturas para elevar a oferta da formação profissional. O primeiro Centro de Ensino Profissionalizante será construído no município de Guaraí.

A obra, no valor de mais de R$ 8 milhões, terá área de 15. 702,03 m² e será composta por laboratórios, auditório, biblioteca, salas de aulas, refeitório, quadra poliesportiva coberta e área de convivência. O investimento do governo federal é de R$ 7.529.476,30, recursos oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a contrapartida do governo do Estado é na ordem de R$ 909.996,08. A obra já está em processo de licitação.

A técnica da Secretaria Estadual da Educação e Cultura (Seduc), Berenice Guimarães Figueiredo, destaca a necessidade de o Estado ter espaços destinados exclusivamente ao ensino profissionalizante. “A importância de se construir centros de ensino profissionalizantes é com a certeza de atender com mais qualidade os estudantes e de proporcionar equipamentos, salas e laboratórios apropriados ao funcionamento do curso”, pontuou.

Curso técnico integrado

Atualmente, o governo do Tocantins oferece cursos técnicos integrados ao ensino médio em 33 colégios estaduais distribuídos no Estado. Berenice explica que os cursos são oferecidos concomitantes ao ensino médio, e que pessoas que já se formaram também podem matricular-se. De acordo com a coordenadora, a seleção dos cursos que são ofertados é feita conforme a necessidade da região, sempre com a finalidade de dar capacitação para assim reduzir a taxas de desemprego.

Para o estudante do Colégio da Polícia Militar, João Pedro Silva, 16 anos, cursando o 1º ano do curso técnico de informática integrado ao ensino médio, a possibilidade de se preparar para o vestibular e sair da escola com uma profissão o fez decidir por escolher estudar informática. “Eu sempre gostei dessa área e quis aprofundar meus conhecimentos sobre o assunto. Com o curso eu poderei conseguir emprego e também terei os conhecimentos básicos para estudar e iniciar a faculdade”, contou.

“Eu escolhi estudar informática ainda no ensino médio, pois acho que é um curso que me dará futuro profissional. No mundo atual, tudo está relacionado à informática e o colégio está me proporcionado estudar para eu ser uma profissional”, declara a estudante do Colégio da Polícia Militar, Emanuelle Sant’Ana, 15 anos, cursando o 2º ano do ensino médio.

O também estudante do 1º ano do curso técnico de informática integrado do Colégio da Polícia Militar, Murilo Santana, 15 anos, conta que decidiu por estudar informática devido ao mercado de trabalho demandar vagas. “O mercado de trabalho necessita de profissionais nessa área, então é mais fácil conseguir emprego. Também quero fazer faculdade de designer e o curso me dará a base para os estudos na universidade”, enfatizou. (ATN)