Palmas

Foto: Valério Zelaya

O advogado Carlos Vieczorek morador de Palmas há quase 22 anos, casado e pai de um casal de filhos, chegou à capital tocantinense em setembro de 1991, vindo de Redentora (RS). Pioneiro da cidade, quando chegou sua casa foi a segunda a ser construída na quadra 106 Sul, e hoje sua história ilustra as publicações especiais relacionadas ao 25 anos da capital do Estado do Tocantins.

“No fim do ano de 1990 vim visitar alguns familiares que já moravam em Miracema e ao passar por aqui acreditei que seria o lugar das oportunidades. Uma capital nova, que estava sendo construída, que oferecia chances para quem quisesse acompanhar seu desenvolvimento”, conta Vieczorek. 

Com poucos comércios, sem muita infraestrutura e poucas casas, era assim que se configurava o cenário da cidade. O advogado foi professor de Estatística e Direito Público no antigo Colégio Estadual de Palmas, hoje Colégio Militar. “O colégio era de madeirite. A área da Educação era muito carente e lecionei no período de um ano”, lembra. 

Ao perceber que havia poucos advogados e as demandas eram muitas, Carlos Vieczorek decidiu exercer a advocacia e serviços como corretor de imóveis. As principais causas eram ligadas a família, trabalhistas e cobranças. “Aqui no início havia muitos aventureiros e eles compravam muito, pagavam com cheque e depois sumiam. Como não havia muito controle de crédito os comerciantes me procuravam”, conta. 

O pioneiro sentia muita falta da terra natal e para cultivar as tradições gaúchas, em 1991 ajudou a fundar o Centro de Tradições Gaúchas (CTG). “Aqui todo mundo conhecia todo mundo e, quando fazia um churrasco, pessoas de todos os lugares apareciam, acabava sendo o lugar de trocas de experiências e a mistura de culturas”, explica..

Futuro

Esse gaúcho que apostou na Capital nunca pensou em desistir e acreditou nos seus sonhos. “Sempre acreditei no potencial da cidade que estava se formando; os meus irmãos, outros familiares e amigos que vieram não se arrependeram. Palmas foi a realização de um sonho”, ressalta.

Residindo ainda na mesma casa, Vieczorek afirma que o crescimento da Capital é contínuo e quer que os filhos continuem seus projetos. “Batalhamos para que Palmas se transformasse no que é hoje e o sonho que foi vivido por nós, hoje é compartilhado por nossos filhos. Eles são a continuidade do projeto”, conclui.(Secom Palmas)