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Foto: Camila Soares

Na manhã desta terça-feira, dia 24, o secretário da Agricultura e Pecuária, Júnior Marzola, recebeu a visita de representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para tratar sobre a produção de peixes por produtores não onerosos no Parque Aquícola do lago de Palmas. O encontro ocorreu no gabinete da Secretaria, em Palmas.

O diretor de Ordenamento e Planejamento Aquícola do MPA, Guilherme Burns, explicou que os produtores não onerosos têm dificuldades em oferecer as garantias exigidas pelos agentes financeiros. “Para fomentar a produção de peixe nos parques aquícolas de todo o Brasil, precisamos criar soluções para que os produtores não onerosos tenham acesso ao crédito. Acreditamos que o Tocantins possa quebrar esse paradigma”, afirmou.

O secretário lembrou que o Estado tem experiências bem-sucedidas na quebra de paradigmas e citou a linha do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) Eco Seringueira, criada após solicitação tocantinense.

Marzola também defendeu que uma alternativa é que a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) e o MPA articulem para que as indústrias de processamento do peixe sejam parceiras dos produtores junto aos agentes financeiros. “Vamos apresentar um projeto aos frigoríficos para atraí-los. Além de garantir a compra do pescado, a indústria pode ser ainda mais parceira do produtor não oneroso”, disse.

Recursos

Durante a reunião, Burns também comentou sobre a liberação de R$ 4 milhões em recursos do MPA para o projeto estruturante de tanques-rede no lago de Palmas. Segundo ele, a previsão é que esse recurso esteja disponível no Tocantins até o fim de 2014.

Potencial

Durante visita ao Tocantins em abril deste ano, para o lançamento de dois parques aquícolas nos municípios de Peixe e São Salvador, o ministro da Pesca e Aquicultura, Eduardo Lopes, afirmou que o potencial de produção de pescados no Tocantins é um dos maiores do Brasil. De acordo com dados da Agência Nacional de Águas, se utilizados todos os lagos de usinas hidrelétricas do Tocantins para implantação de parques aquícolas, a produção pode chegar a 280 mil toneladas.  Atualmente a produção chega a 20 mil toneladas. (Ascom/Seagro)

Por: Redação

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