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Conforme o Conexão Tocantins adiantou a Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, a Operação Gaia no Incra com o objetivo de desarticular uma quadrilha que operou um esquema criminoso de recebimento de propina para realização de assentamentos no âmbito do órgão.

Quarenta policias federais estão cumprindo cinco mandatos de prisão preventiva 10 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de condução coercitiva expedidos pelo juiz da 4ª vara federal, da seção judiciária do Estado.

Os Mandados de Prisão Preventiva foram expedidos em contra um servidor do INCRA/TO, uma ex-prestadora de serviço terceirizado da Divisão de Regularização Fundiária na Amazônia Legal - SRFA-09 - e outras três pessoas. Um dos Mandados de Busca e Apreensão será cumprido na sede da Superintendência Regional do INCRA no Estado.

 O nome da operação, Gaia, é uma alusão à deusa mitológica grega da terra. A investigação teve início em fevereiro deste ano, depois que um senhor denunciou ter pago R$ 10.000,00 e três cabeças de gado a uma pessoa que trabalhava no INCRA para conseguir um lote em um Projeto de Assentamento. Já foram identificados pelo menos 06 casos de pagamento de propina e o prosseguimento da investigação poderá revelar vários outros casos. O valor de cada propina girava em torno de R$ 10.000,00 ou mais. O trabalho da Polícia Federal contou com o apoio do Ministério Público Federal, Os fatos em apuração configuram, em tese, os crimes de formação de quadrilha e corrupção passiva e ativa, previstos nos artigos 288, 317 e 333, do Código Penal, com penas que podem chegar a 12 anos de reclusão.

Por: Redação

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