Polí­tica

Foto: Wenderson Souza

A senadora Kátia Abreu (PMDB) esteve nesta última quinta-feira, 11, em Almas, em companhia do candidato a governador Marcelo Miranda (PMDB), do primeiro suplente Donizete Nogueira (PT) e de candidatos e deputado estadual e federal pela coligação “A Experiência Faz a Mudança”, fez caminhada e foi recebida de forma calorosa pela população que apresentou, entre outras demandas,  a pavimentação das ruas da cidade e a construção de poços artesianos em propriedades rurais do município.

Kátia Abreu disse que não vai para o palanque “destruindo ou maldizendo” a vida de ninguém, numa alusão ao que adversários estariam fazendo nos municípios, e enviou um recado: “A gente vai ficando velho, tem obrigação de ter mais juízo e em vez de ficar falando mal dos outros, vamos mostrar serviço”, disse.

A senadora lembrou que nos últimos quatro anos, o município de Almas só recebeu duas obras, sendo uma do governo federal  e a outra é o CRAS (Centro de Referência e Atendimento Social) que ela conseguiu através de emenda parlamentar no valor de R$ 200 mil.

Produção

Na sequência de seu discurso, Kátia Abreu afirmou que o município de Almas tem atualmente “dois tesouros”, sendo o primeiro a piscicultura, que tem um dos maiores frigoríficos da América latina e cujo licenciamento ambiental para 54 produtores foi conseguido por ela e por Paulo Carneiro, candidato a deputado estadual. O segundo seria a soja que já está sendo cultivada na região. “Quando se fala em soja, se está falando em óleo, em ração, e consequentemente em avicultura, em suinocultura e tudo o mais que o grão pode promover”, disse a Senadora, acrescentando que prata tudo isso, é necessário qualificar a mão de obra e dar assistência técnica aos produtores rurais, o que está sendo feito pelo Pronatec, que formou 165 agricultores do município de Almas e através do Programa Travessia Seca, 2 mil produtores da região Sudeste do Estado estão recebendo assistência técnica e treinamento para aprenderam a lidar com a estiagem, desenvolvendo novas técnicas de plantio e plantio de espécies resistentes à falta de chuva e novas tecnologias de captação e armazenagem de água.

A senadora aproveitou para questionar  “onde estão as caixas d’água que a Dilma mandou pra cá? Esta foi a primeira vez na minha vida que vi a piada  virar verdade e pegar fogo em caixas d’água”,  numa referência ao  ainda sem explicação que este ano destruiu  centenas de cisternas que deveriam ter sido instaladas para amenizar os problemas causados pela estiagem que sempre castiga a região Sudeste do Tocantins, e que não foram montadas apesar de o governo federal ter liberado os recursos para instalação.

Projeto Manoel Alves

Kátia Abreu falou também sobre os problemas enfrentados pelos agricultores do Projeto Manoel Alves de fruticultura irrigada, que não têm os títulos de propriedade, já que eles estão condicionados à quitação do financiamento, que chega aos 18 anos, e fez um apelo a Marcelo Miranda para que logo no início de seu governo resolva o problema. “Temos que facilitar a vida dos produtores rurais, e assim como fizemos um mutirão para conseguir o licenciamento da piscicultura, vamos fazer para conseguir a documentação dos lotes e os produtores terem acesso a linhas de financiamento para poderem produzir”, comprometeu-se a Senadora. Kátia Abreu ainda disse que “falam por aí” que ela é faladeira e brava, e afirmou: “Sou mesmo, sou brava que nem uma onça pra defender o Tocantins e pra combater malandros e corruptos. E vou lutar pra que nosso estado volte a ser o melhor lugar do Brasil pra se viver”, finalizou.