Polí­tica

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O governador Sandoval Cardoso (SD) confirmou ao Conexão Tocantins nesta sexta-feira, 24, que retirou os projetos polêmicos que encaminhou esta semana para a Assembleia Legislativa. “Já foram retirados. Na verdade nem analisei direito esses projetos”, disse. Ele admitiu que os projetos são polêmicos. “Não dá para votar uma matéria como essa no final de governo”, disse.

Sobre o projeto da disponibilização de segurança para ex-governadores ele disse que o auxílio seria apenas até o julgamento das contas dos ex-gestores. “Durante o mandato de governador você acaba tendo contato muito forte com alguns militares e essas pessoas acabam ficando de uma certa forma taxadas como seus companheiros  mas a disposição destes servidores seria até a prestação de contas”, frisou.

Situação financeira

O governador conversou ainda com o Conexão Tocantins sobre a situação financeira  do Estado e  admitiu que a situação é difícil. “ No Estado hoje, toda arrecadação é para pagar os servidores do Estado, sendo que 25% investimos na Educação, o grosso é para pagar folha, um pouco para a segurança pública e todo o resto é para a Saúde.  As obras são fruto de financiamento”, disse.

O governo cancelou novos empenhos, as férias dos servidores e determinou o corte de despesas mas ainda assim o governador afirmou que a atual gestão está cumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. “A frustração no FPE interfere diretamente no Estado e o Estado está sem condições de investimento”, frisou.

Sandoval disse que o governo precisa de ajustes mas que não tem mais tempo para fazê-las. “ É necessário que se faça ajuste mas não tenho como fazer um planejamento para um governo que se encerra daqui a 60 dias. Estamos pagando as coisas essenciais”, admitiu. Segundo ele ajuste de pessoal só será feito nesse período se houver necessidade fiscal.

O governador falou ainda do pedido  da senadora Katia Abreu (PMDB) para que o governo federal determine medidas judiciais cabíveis para o sequestro e bloqueio de verbas orçamentárias do governo do Tocantins,  necessárias ao pagamento de fornecedores e prestadores de serviço do sistema de saúde pública no Estado.  “É um desconhecimento muito grande do Estado uma postura dessas. Ela foi reeleita por mais oito anos e espero que dessa vez ela trabalhe pelo Estado”, alfinetou.

Sem mágoas

Ele disse que respeita o resultado das urnas e que é grato pela votação que teve. “Continuo trabalhando para entregar o Estado nas melhores condições possíveis porque respeito muito esse Estado”, disse. Ele diz que vai deixar vários recursos para término de obras como R$ 500 mi para recuperação de rodovias.