Polí­tica

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A Câmara dos Deputados, em Brasília, reprovou na noite desta última terça-feira, 28, o Decreto da presidente Dilma Rousseff (PT) que regulamenta os conselhos populares. Sobre a desaprovação, o deputado estadual eleito no Tocantins, Paulo Mourão (PT) afirmou lamentar a falta de compreensão dos parlamentares.

Com a derrubada do Decreto Presidencial, Dilma Rousseff sofreu sua primeira derrota em votação importante no Congresso Nacional, de interesse popular, após ser reeleita no domingo, 26.

Paulo Mourão ressaltou a importância dos conselhos populares e salientou o temor dos deputados em ter diminuída a sua representatividade. “Num País nas dimensões continentais como é o Brasil é preciso que se ouça o Brasil como um todo e justamente o clamor do povo sofrido. Os conselhos, eles justamente vão fazer uma interatividade da sociedade como um todo com a base representativa dessa sociedade que é o congresso”, disse, afirmando em seguida que não haverá diminuição de representatividade do legislativo como alguns deputados chegaram a afirmar. “Em hipótese alguma, é uma falta de visão e conhecimento do que são os conselhos, lamento a falta dessa compreensão”, disse Paulo Mourão.

Após a votação de ontem, surgiram especulações de bastidores de que o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), fez questão de conduzir a votação com mãos de ferro, contrariando o Governo Federal por causa da sua derrota a governador em Rio Grande do Norte, onde o PT com o ex-presidente Lula apoiaram o seu opositor que ganhou o pleito. Sobre essa questão, Mourão frisou que o presidente deveria externar melhor a sua mágoa. “A derrota dele, acho que foi pela própria dúvida que ele criou na campanha dele, porque 90 % da campanha dele apoiava o Aécio e ele como candidato a governador dizendo que apoiava a candidatura da Dilma”, afirmou.

Reforma Política

Paulo Mourão também comentou sobre a Reforma Política e sobre a declaração da presidente Dilma Rousseff de que a forma de consulta popular para decidir sobre a reforma pode ser um plebiscito ou um referendo, Mourão disse que independe. “Independente da consulta for referendo ou plebiscito, o plebiscito ele é mais amplo e eu sou muito simpático a ele, mesmo porque se deixar isso a cargo do Congresso Nacional não haverá Reforma Política com as mudanças que a sociedade questiona”, afirmou.

A presidente Dilma Rousseff declarou que chamaria sem qualquer problema os opositores Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) para discutirem a Reforma Política e Paulo Mourão analisou como positiva a iniciativa da presidente. “Temos que ouvir todos para termos um governo o mais possível amplo em suas ações e o mais possível amplo nas suas respostas ao clamor social. Acho extremamente importante a decisão da presidente Dilma e gostaria que o Aécio pudesse aceitar”, salientou.