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O relator João Otávio de Noronha deferiu o pedido da Defensoria Pública da União para adiamento do julgamento  da Ação Penal nº 690 previsto para a tarde desta quinta-feira, 19, no Superior Tribunal de Justiça – STJ. Segundo informou um dos advogados ao Conexão Tocantins, o deferimento foi confirmado pouco antes de começar o julgamento e não consta nos autos ainda o motivo. “ Não se sabe ainda  a nova data mas pretende-se que seja ainda este ano”, informou o advogado Agerbom ao Conexão Tocantins que está no STJ na tarde de hoje.

O adiamento veio depois do relator indeferir outro pedido com mesmo teor feito pelo advogado João Daniel, da defesa do desembargador Amado Cilton.

São 18 réus na Ação dentre eles os desembargadores Liberato Póvoa, Amado Cilton e a ex-presidente Willamara Leila. No entendimento de Póvoa, segundo ele relatou ao Conexão Tocantins, o STJ vai remeter o processo à Justiça de primeiro grau  já que ele já está aposentado.

Willamara comentou esta semana que está tranquila e que espera um julgamento justo.

Os desembargadores foram denunciados por suposta venda de decisões e manipulação da fila de pagamento de precatórios. Servidores do Judiciário e advogados, apontados como lobistas, também são investigados.

Operação Maet

A Operação Maet foi realizada no dia 16 de dezembro de 2010. A PF e MPF (Ministério Público Federal) efetuaram buscas e apreensões de documentos na casa dos desembargadores Willamara Leila (55 anos), Carlos Souza (64 anos) e Liberato Póvoa (67 anos) e em 20 locais em Palmas e Araguaína. Ninguém foi preso, mas os desembargadores foram afastados por 180 dias. Servidores acusados de participação também estão afastados. Na busca, foram apreendidos R$ 375 mil, um veículo, computadores, pen drives, documentos (escrituras e recibos), cinco armas de fogo e munições.