Cultura

Foto: Divulgação Genésio Tocantins Genésio Tocantins

A classe artística do Tocantins já se movimenta em busca de melhorias e avanços para o setor cultural do Estado. Com muitas críticas ao atual governo, os artistas pregam mais investimentos e principalmente a implantação do Plano Estadual de Cultura.

O cantor Braguinha Barroso em entrevista ao Conexão Tocantins disse que a atual gestão para a área foi um caos. “Precisa voltar urgente a secretaria para que consiga vim as verbas e investimentos. O governo até agora está devendo o edital  e não paga”, disse. O cantor afirmou ter R$ 50 mil para receber do pagamento do edital do ano passado e fala em tomar medidas cabíveis para conseguir receber. “Se não pagar esse dinheiro deveríamos denunciar, temos que receber, roubaram da gente, isso é um caos”, afirmou.

Para o também cantor, Genésio Tocantins os problemas na cultura não desde á desorganização institucional até a falta de valorização dos artistas locais. Para ele, para a garantia das políticas de cultura é preciso antes de tudo a implantação do plano. “ O Ministério da cultura fez o compromisso para criação do plano nacional de cultura e qualquer discussão é leviana sem o plano. A secretaria de Cultura não pode ser pensada só para colocar artistas para cantar e sim ser pensada como produção e valorização do patrimônio imaterial”, avaliou. Segundo ele só tem como receber os investimentos e implementar as políticas se houver o órgão correspondente ao Ministério da Cultura.

Ele frisou que tanto os artistas como o Movimento para Políticas Públicas para a Cultura no Tocantins – Move esperam uma gestão de cultura voltada para fortalecer o setor. “Os artistas esperam é que a próxima gestão se realmente quiser daqui a 25 anos comemorar a cultura que produziu um Estado com pensamento diferente tem que implementar plano estadual de cultura com leis especificas. Não se pode pensar em cultura como um pacote, tem que ter um plano”, frisou. O Move deve se mobilizar em busca de melhorias para a área.

Valorização

Genésio fez uma análise da abordagem da cultura do Estado e frisou que falta incentivo aos artistas locais. “Quando o governo quer apresentar  a cultura, a folia, por exemplo, compra uma roupa colorida para os caras e colocam para tocar mas vai lá ver que eles estão morrendo de fome. Chega até a ser uma escravidão”, criticou.

É preciso, conforme defende Genésio, um diálogo com essa classe que representa o Estado com sua identidade e manifestações culturais. “A cultura está sendo privatizada, só empresas representando os artistas, o governo tem que ser aberto e fazer o convite público”, disse ao citar grandes contratações de shows e apresentações artísticas de fora do Estado.

Crise na Cultura

O ex-governador Siqueira Campos, ainda no processo de transição após as eleições de 2010, anunciou a criação da pasta da Cultura e manteve também a Fundação Cultural. A pasta foi ocupada por Katia Rocha até que após a polêmica e suspeita da realização de pagamento de shows que não foram realizados em Araguatins tirou a secretária da pasta. Logo depois o governo extinguiu a pasta e a vinculou à Educação. Numa nova tentativa o governo nomeou o cantor Rick para ser secretário de Promoção Cultural do Estado, (com um salário de R$ 13,5 mil) porém os artistas também não aprovaram. Em junho deste ano um grupo intitulado de União de artistas do Tocantins cobrou publicamente o pagamento os editais e chegou a divulgar o assunto nas redes sociais.