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Dados publicados pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ mostram que apenas 23% dos magistrados do Estado estão satisfeitos com o salário que recebem considerando o trabalho que executam e 53% estão satisfeitos com as condições de trabalho e instalações físicas.  33,5% afirmaram estar satisfeitos com o número de servidores que trabalham nas unidades judiciárias. O salário dos juízes varia de acordo com o tempo de serviço mas dos desembargadores do Estado incluindo auxílio e demais vantagens passa de R$ 20 mil por mês.

 Segundo os dados, 83,2% dos magistrados do Estado estão satisfeitos com a escolha profissional e apenas 18,1% acreditam que o volume de trabalho permite que as tarefas sejam concluídas na jornada regular de trabalho.

 Conforme ainda os dados 50,5% concordam que um sistema de promoção baseado apenas no critério de antiguidade seria o mais adequado para a carreira de magistrado e 9,7 % opinaram pelo de merecimento. 24,5% dos magistrados do Estado  estão satisfeitos com a segurança pessoal oferecida pelo Tribunal e apenas 16,3% satisfeitos com a segurança nos locais de trabalho.

 Os dados mostram ainda a opinião das magistradas do Estado sobre as condições da igualdade de gênero e 20% das juízas afirmaram ter mais dificuldades do exercício da magistratura do que os colegas juízes homens.

 Relatório

O Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou uma série de relatórios com as opiniões e o perfil de servidores e magistrados de cada tribunal do País. É o segundo produto do Censo do Poder Judiciário, cujos resultados globais foram divulgados em junho passado. O levantamento realizado no segundo semestre de 2013 teve a participação voluntária de 64% da magistratura e 60% dos servidores. Os relatórios inéditos traçam um diagnóstico individual de cada uma das 91 cortes brasileiras, além dos três conselhos superiores.