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Foto: Divulgação Diretor de Polícia já busca soluções Diretor de Polícia já busca soluções

Por falta de estrutura,  materiais e até reagentes o Estado do Tocantins não realiza os exames de DNA e com isso tem encaminhado as análises para fora do Estado. É o que relatam peritos que entraram em contato com o Conexão Tocantins nesta sexta-feira, 16.

Os peritos afirmam que até as investigações criminais estariam prejudicadas pela falta de realização dos exames. Desde ano passado a Polícia Técnica-Científica reclama até da falta de papel e tinta para impressora o que impede que os laudos periciais sejam impressos.

A situação porém não é atual, segundo informou o Sindicatos dos Peritos ao Conexão Tocantins. “O Estado nunca fez DNA completamente sempre manda para fora porque nunca teve material”, disse o presidente Gledston Vaz em entrevista  ao Conexão Tocantins nesta sexta-feira. Ele frisou que a categoria trabalha em meio á péssimas condições

A solução de alguns crimes aguardam o resultado dos exames. Um dos casos é o da professora Heidy Ayres Leite, professora morta no mês de dezembro em Palmas, que não apontou ainda o suspeito do crime em razão da falta de resultado do exame. Peritos e investigadores que acompanham o caso revelam que não há previsão para o resultado. Ano passado os peritos se manifestaram várias vezes sobre o assunto.

Governo já tem soluções

O diretor de Polícia Científica Gilvan Nascimento Noleto falou sobre o Conexão Tocantins sobre o assumo e revelou as primeiras medidas que já estão sendo tomadas para resolver os problemas deixados pela gestão anterior. “Na verdade os últimos investimentos que tivemos que organizou a estrutura da policia por um todo foi há oito anos”, disse.Segundo ele nos últimos 4 anos não houve nenhum investimento. “ O que esta acontecendo é que herdamos uma situação difícil, um abacaxi cada vez maior mas não queremos fazer igual governo anterior que ficou olhando para o retrovisor e não resolver nada”, disse.

Ano passado foi feito apenas um exame de DNA no Estado segundo o Diretor. “O Estado tinha cooperação técnica com outros estados como Goiás e Mato Grosso mas os termos caducaram e ano passado foi realizado só um exame com conclusão. Ontem conseguimos conversar com esses laboratórios e vamos agendar as próximas idas de material”, frisou ao anunciar a renovação dos termos.

Noleto disse que na gestão anterior não foram adquiridos insumos para o trabalho dos peritos. “O secretário quer esses exames de DNA feitos aqui”, revelou.

O diretor disse que em apenas 11 dias de trabalho nomeado no cargo já busca solução para os problemas mais urgentes.Os peritos enfrentam ainda outros problemas deixados pela gestão passada como falta de manutenção nos equipamentos e até nos veículos.