Economia

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De acordo com um levantamento da Receita Federal, pessoas que vivem no Norte ou Centro-Oeste tem mais chances de se tornarem milionárias do que as que vivem no Sul-Sudeste.

De 2003 a 2013, o total de milionários mais que dobrou em 13 Estados brasileiros, sendo 8 das regiões Norte ou Centro-Oeste, excluído DF. Os outros cinco são do Nordeste.

Neste período, o total de brasileiros com grandes fortunas saltou de 18,5 mil para 29,8 mil, um crescimento nacional de 61%. Produções agrícolas e de minérios estimularam a geração de riqueza no País no período. Segundo a reportagem, o Tocantins é hoje considerado o novo Eldorado, com 61 habitantes com renda acima de US$ 1 milhão - eram 10 em 2003.

As histórias de sucesso dos novos milionários se repetem em Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Balsas e Imperatriz (MA), Porto Velho (RO), Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Manaus (AM), entre outros locais que oferecem oportunidades no País.

Dinheiro Rápido

Segundo reportagem da Folha de São Paulo, essas novas fortunas surgiram graças à expansão da fronteira agrícola no País. Em 2003, o Governo Federal turbinou os incentivos para os produtores rurais, mirando os elevados preços das commodities agrícolas no exterior. O agronegócio, que já era forte na exportação, virou motor da economia. Os produtores de minérios também surfaram nessa onda.

Rapidamente, o Brasil entrou para a lista dos países que mais fizeram milionários. Desde então, a produção agrícola vem aumentando e, para isso, foi preciso buscar terras em novas áreas. Uma delas foi a do "Mapitoba", junção das iniciais de Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia.

"No Tocantins, muitos adquiriram terra por nada na criação do Estado e se tornaram milionários do dia para a noite quando arrendaram suas áreas para grupos maiores", diz o economista Tadeu Zerbini. "O dinheiro começou a circular em outros locais." Consultorias estrangeiras especializadas no estudo das fortunas sob gestão de  instituições financeiras estimam que, em 2007, já após o "efeito commodity", o Brasil  contava com 130 mil afortunados (com mais de US$ 1 milhão em aplicações financeiras). Hoje, seriam 230 mil.

A Receita Federal tem números menores porque trabalha com dados da renda tributável declarada pelo contribuinte. Muitos omitem dados ou fazem investimentos por meio de empresas para reduzir o imposto devido.