Campo

Foto: Soraya Campos

O governo do Estado, através do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins), será parceiro na implantação demonstrativa de agroflorestas nas aldeias da Terra Indígena Xerente, no Tocantins. As ações para viabilizar a valorização da agricultura sustentável nas práticas do povo Xerente serão desenvolvidas com foco na autossustentação indígena, visando a otimização dos recursos naturais.

Segundo o coordenador regional Araguaia-Tocantins da Fundação Nacional do Índio (Funai), Conceição Pereira da Costa, é importante a parceria com o governo. “Precisamos dos técnicos do Ruraltins, da área de agricultura e até de ação social, para as ações deste ano”, explicou o coordenador. Os projetos já foram encaminhados para aprovação e viabilização de recursos.

“A importância desse projeto é a geração de renda, o aproveitamento das matas para aldeias, a preservação das mananciais e reflorestamento”, enumerou. No Estado, roças de mandioca e milho vêm sendo implantadas pela Associação da Brigada Indígena Xerente.  

Atividades de capacitação estão sendo realizadas e têm a participação do Projeto Gestão Ambiental e Territorial Indígenas (Gati), apoiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Uma oficina foi realizada na aldeia São José sobre a implantação e as técnicas de manutenção das agroflorestas.

O presidente do Ruraltins, Pedro Dias, confirmou o interesse do governo na parceria, no intuito de contribuir para a valorização da agricultura sustentável nas práticas do povo Xerente. “Pode ter certeza de que o Ruraltins é parceiro importante nesse projeto. Os povos indígenas estão entre as comunidades que prioritariamente nós temos que atender - indígenas, quilombolas, agricultores familiares, posseiros são todos produtores que têm nossa atenção. Esse é um projeto que nos interessa”, garantiu.

O objetivo da iniciativa é contribuir para a valorização da agricultura sustentável nas práticas do povo Xerente. As agroflorestas oferecem benefícios ecológicos e econômicos à comunidade, uma vez que combinam espécies arbóreas, cultivos agrícolas e criações de animais nos métodos de manejo da terra.

Aldeias

Os povos indígenas de maior população são os do Tocantins - Krahô, Javaé, Apinajé, Xerente, Karajá (vários grupos - da Ilha do Bananal, de Xambioá/TO, de Aruanã/GO, de Sta. Mª das Barreiras/PA) - os Kanela do Maranhão, os Tapirapé do Mato Grosso; e há outros de população menor, como os Krahô-Kanela, Krenak-Maxacali, os Kanelas do Araguaia e do Tocantins, os Guarani em Xambioá, os Avá-Canoeiro (um grupo em Minaçu/GO e outro na Aldeia Canoanã, dos Javaés, na Ilha). As demais etnias são urbanos e/ou moradores em aldeias destes outros povos. (Ascom Ruraltins)