Polí­tica

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O debate esquentou na sessão desta quinta-feira, 12, entre os deputados na Assembleia Legislativa. O líder do governo, Paulo Mourão (PT) falou das críticas ás medidas adotadas pela gestão e discordou de Eduardo Siqueira Campos que fez alusão ao chicote ao citar a seguinte frase de Machado de Assis: “A melhor forma de enxergar o chicote é com o cabo entre as mãos”, ironizou.

Mourão rebateu: “Fico observando discurso de pessoas que dizem que o governo está anulando leis. Chamemos essas pessoas para o sentimento público”, disse alegando as dificuldades para fechar o orçamento deste ano.

Mourão garantiu que o governo vai denunciar atos de ilegalidade cometidos pela gestão anterior. “É preciso quem fez mal à sociedade tocantinense que pague caro”, frisou. Mourão respondeu ainda a alfinetada de Eduardo Siqueira: “O governador Marcelo Miranda nunca praticou e nunca praticará a teoria do chicote, outros governos fizeram e ainda temos a marca dos chicotes dos governos ditatoriais”, rebateu.

Segundo ele o governo ultrapassaria em R$ 1 bilhão a Lei de Responsabilidade Fiscal com o impacto dos benefícios deixados e chegaria ao índice de 64%. Ele disse que o orçamento não foi encaminhado pela gestão anterior porque não tem capacidade de pagamento.

O deputado José Roberto Forzani (PT) mandou uma mensagem aos sindicatos: “Não sejam massa de manobra de interesses políticos”, afirmou.

A Lei orçamentária deste ano será protocolada na Casa de leis apenas dia 19 deste mês, após o Carnaval, segundo anunciou o líder do governo.

Incomodado com a discussão, Amélio Cayres (PR) rebateu: “Vamos discutir sem essa hipocrisia de chicote, não é essa discussão que queremos fazer aqui”, alfinetou.