Palmas

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A audiência pública para apresentação do Relatório das Contas da Saúde de Palmas/TO rendeu questionamentos dos vereadores na manhã desta quarta-feira, 4, na Câmara de Palmas. Segundo afirmou o vereador Junior Geo (Pros), na prestação de contas foram colocadas informações que não correspondiam ao último quadrimestre encerrado no dia 31 de dezembro 2014. "A prestação de contas é do que houve nos últimos meses”, posicionou. 

O vereador ainda apontou falta de profissionais na saúde, cursos de aperfeiçoamento, de medicamentos, entre outros. "Se passa a informação  a sociedade dando a entender como se fosse obras do município quando não é”, disse.

Juscelino Rodrigues (PTC) usou a tribuna para pontuar a necessidade de melhorias na zona rural e ainda com relação a medicamentos, estrutura, entre outros, nos postos de saúde de Palmas. Já Lúcio Campelo (PR) cobrou agilidade no agendamento de atendimentos a população, ironizou os dados apresentados pelo secretário e disse que a demanda reprimida de Palmas ultrapassa a média nacional. “O prefeito ao invés de dar 15 mil para prender bandido que ele aumente 15 mil no salário dos médicos. A saúde nossa está uma maravilha!”, ironizou. O secretário Luiz Teixeira disse que o vereador Lúcio fez questão de deturpar sua fala, "mas fiz questão de pontuar que não estamos no País das maravilhas”, frisou.

O parlamentar Joaquim Maia (PV) disse que o ano de 2013 foi complicado na área mas que o ano de 2014 foi um ano de melhorias,diminuindo o número de reclamações. “Desafios ainda existem, principalmente quando se diz respeito a demanda reprimida da média complexidade. Tivemos uma redução nos valores investidos de 2014 para 2015 em Palmas e isso nos preocupa”, argumentou. Maia ainda questionou a ausência de prazos para as obras futuras apresentadas pelo secretário e ainda, cobranças a classe da vigilância sanitária.

Milton Neris (PR) mostrou dados de investimentos realizados na Saúde, argumentou que a área tem sido prioridade na gestão de Amastha e frisou não haver recurso mais fiscalizado do que o Sus. “Não se faz nada no Sus escondido”, argumentou. O vereador ainda chamou atenção para que o Estado seja responsabilizado por suas obrigações na área. Etinho Nordeste, Marilon Barbosa, Gerson da Mil Coisas, Major Negreiros e Claudemir Portugal também usaram a tribuna. Gerson defendeu as argumentações do secretário Luiz Teixeira dizendo que ele pegou “uma saúde desmazelada há mais de 24 anos” e que a saúde do País sempre vai ser um desafio.

Luiz Teixeira

O secretário Luiz Teixeira esclareceu os questionamentos apresentados pelos vereadores, entre eles, com relação a Taquaruçu onde ele disse que é uma questão bem mais complexa e que o anseio da gestão é elevar a categoria da comunidade. O secretário agradeceu por reconhecimentos e disse ainda que "tudo faz parte de um projeto de planejamento. Estamos demonstrando que estamos evoluindo, não vou conseguir trazer para vocês todas as respostas que a população quer e que merecem. 

Rogério Freitas finalizou a audiência e pediu ao secretário que o relatório do próprio quadrimestre seja entregue com antecedência para uma melhor discussão.