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Polí­tica

Foto: Divulgação

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Vários líderes políticos do partido Progressista no Tocantins comentaram sobre a citação do nome do deputado federal e presidente regional da legenda, Lázaro Botelho na lista da Operação lava Jato.O PP foi a legenda com o maior número de citados pelos delatores.O caso está no centro da repercussão nacional política e agora cada caso será analisado para averiguação se realmente houve participação num suposto esquema de corrupção na Petrobras.

O deputado disse ao Estadão que a justiça vai colocar os "pingos nos is" e que sua vida é um livro aberto.

A única deputada estadual da legenda e esposa de Lázaro Botelho, Valderez Castelo Branco afirmou que tudo será esclarecido, “uma vez que todas as doações recebidas foram oficiais e declaradas”, afirmou em nota ao Conexão Tocantins.  A deputada estadual Valderez Castelo Branco (PP) lembrou nota do deputado sobre o assunto, que foi reproduzida por toda imprensa na qual ele diz estar absolutamente tranquilo e lembra que se trata de um pedido inicial de apuração. O parlamentar ainda não teve acesso ao processo.

O presidente do PP da capital, Tiago Andrino afirmou em entrevista ao Conexão Tocantins que viu com estranheza a citação do nome do deputado. “Espero que rapidamente tudo se esclareça e torne público a inocência do nosso presidente. Confio na justiça e da parte do partido aqui de Palmas a gente se solidariza. Por conhecê-lo e ser colega partidário aguardo que isso se resolva o mais rápido possível até para não prejudicar o mandato dele”, frisou.

Andrino admitiu que ficou chateado em saber que o PP é um partido com muitos suspeitos com relação à lava Jato. “ Ficamos triste por estar levando o nome do partido e saber que os líderes do partido tenham sido colocados em cheque, precisamos nos organizar nacionalmente. Temos que torcer para que a apuração ocorra o mais rápido possível, temos que esperar que a justiça seja feita”, disse. O PP da capital vai lançar uma campanha de filiação e montar a chapa proporcional para as eleições do próximo ano bem como começar a articular a plataforma de reeleição na capital.

O prefeito da capital, Carlos Amastha (PP), uma das principais lideranças da legenda, foi procurado para comentar o assunto porém não se manifestou sobre o assunto. “O presidente do nosso partido e o próprio deputado. Só ele pode se manifestar”, disse ao Conexão Tocantins. Através de uma rede social ele afirmou: “Morrendo de vontade de expor a minha opinião referente ao momento político-econômico que vive o Brasil.Acho que não devo”, disse na manhã de hoje.

O Conexão Tocantins tentou falar ainda com prefeitos do partido como o ex-deputado e prefeito de Arraias, Cacildo Vasconcelos e ainda o de Angico, Deusdete Borges Pereira e alguns vereadores da legenda que manifestaram ainda solidariedade ao presidente da legenda e aguardam a apuração dos fatos.

Conforme o Conexão Tocantins já informou o PP estadual espera que a acusação com relação ao deputado seja arquivada e afirma ainda que ele nunca nem esteve na Petrobras.

Investigados

 Entre os que serão investigados há 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora pertencentes a cinco partidos, além de dois dos chamados “operadores” do esquema –o tesoureiro do PT,  João Vaccari Neto, e lobista Fernando Soares, o Fernando baiano. O PP é o partido com mais políticos entre os que responderão a inquéritos (32).