Polí­tica

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Com a saída de Cid Gomes à frente do Ministério da Educação, muitos nomes estão sendo cogitados para ocupar o cargo, alguns deles que não estão ligados à educação. Entidades como Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Undime, Mieib e Anped já se pronunciaram a respeito desse assunto, solicitando à presidente Dilma Rousseff (PT) que escolha um ministro com histórico relacionado à educação.

A deputada federal Dorinha Seabra Rezende (Democratas/TO) apoia o pronunciamento das entidades ligadas à educação para que o MEC seja assumido por alguém que tenha compromisso com a área. “O MEC é um ministério estratégico e não pode ser tratado como moeda de troca, tem que ser assumido por alguém que tenha a qualificação e compromisso com o fortalecimento da educação pública”, disse.

A deputada pontuou ainda que, em vez de escolher um nome apenas para garantir a governabilidade, o Executivo tem que escolher alguém que seja capaz de tirar o Plano Nacional de Educação do papel. “O fator educação não pode ficar em segundo plano em detrimento da composição governamental”, afirmou.

A Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) informou, por meio de manifesto, sugere que o novo ministro assuma o compromisso de cumprir o PNE, em consonância com as deliberações aprovadas no documento final da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2014.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, rede que articula mais de 200 grupos e entidades distribuídas por todo o País, sugere que a chefia da pasta "seja ocupada por pessoa que goze da necessária legitimidade política e também de amplo reconhecimento na comunidade educacional, especialmente de trabalhadores[as] em educação, gestores[as] públicos, conselheiros[as] educacionais, ativistas e pesquisadores[as]".

Já a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) pontuou que o nome escolhido deverá carregar legitimidade política para implementar uma profícua gestão e articular as ações necessárias no Congresso Nacional.