Polí­tica

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A deputada federal do PMDB, Josi Nunes, em entrevista exclusiva ao Conexão Tocantins nesta terça-feira, 31, comentou o clima no PMDB e a espera por um novo comando na legenda. A parlamentar admitiu que teme que o partido venha a ter conflitos internos e confrontos. “Nossa expectativa é que possamos viver momentos de calmaria, organização , fortalecimento, união , planejamento, metas e trabalho visando às eleições futuras. Infelizmente temo que isto não venha acontecer e que possamos mais uma vez, vivenciar  conflitos e confrontos”, afirmou.

A parlamentar disse que agora é momento de construirmos uma Comissão Provisória que terá como objetivo reorganizar o partido no Estado e nos Municípios, constituindo Diretórios Municipais e Estadual mas questionou: “qual o objetivo de manter uma Comissão Interventora? Qual seria o verdadeiro objetivo? Este partido sempre foi visado, desejado. Forças alheias sempre tentaram cooptar este partido, mas sempre com objetivos individuais , personalistas e não pensando na agremiação e no seu fortalecimento”, disse.

Outro assunto que Josi comentou ao Conexão Tocantins foi com relação ao suposto afastamento do deputado federal do partido, Carlos Gaguim do governo estadual. “Eu particularmente não vejo o Deputado Gaguim se afastando do governo.  Ele simplesmente está agindo como sempre agiu”, disse. Josi analisou ainda que não é o momento dos sindicatos representativos de categoria radicalizarem com relação à atual gestão estadual e comentou sobre o trabalho na Câmara Federal.   

Veja a íntegra da entrevista:

1 -  Qual a expectativa para o novo comando do PMDB no Tocantins?

Nossa expectativa é que possamos viver momentos de calmaria, organização , fortalecimento, união , planejamento, metas e trabalho visando às eleições futuras. Infelizmente temo que isto não venha acontecer e que possamos mais uma vez, vivenciar  conflitos e confrontos. Está em vigor uma comissão interventora  que já cumpriu o seu papel e hoje, não justifica mais sua validade. Agora, é momento de construirmos uma Comissão Provisória que terá como objetivo reorganizar o partido no Estado e nos Municípios, constituindo Diretórios Municipais e Estadual. Mas questiono qual o objetivo de manter uma Comissão Interventora? Qual seria o verdadeiro objetivo? Este partido sempre foi visado, desejado. Forças alheias sempre tentaram cooptar este partido, mas sempre com objetivos individuais , personalistas e não pensando na agremiação e no seu fortalecimento.

2 - Como a senhora analisa a pressão por parte dos Sindicatos ao governo estadual para pagamentos de benefícios em razão da situação financeira delicada do Estado?

Cabe aos Sindicatos trabalharem sempre na defesa dos interesses da categoria e para isso utilizam vários instrumentos. Isto faz parte do processo democrático. Todavia o Tocantins  passa por grandes dificuldades financeiras o quê esta dificultando ao governo o cumprimento de vários benefícios para os trabalhadores. Diante deste fato, o dialogo e o bom senso devem reinar em busca de um consenso. Neste momento, não podemos radicalizar. Dialogo e flexibilidade são fundamentais em momentos e conflito.

3 - O deputado do partido, Carlos Gaguim, sinalizou um afastamento político do governo do PMDB no Estado. Como a senhora avalia tal posicionamento?

 Eu particularmente não vejo o Deputado Gaguim se afastando do governo.  Ele simplesmente está agindo como sempre agiu.

4- Qual avaliação a senhora faz destes primeiros meses de trabalho na Câmara Federal?

Estamos encontrando grandes desafios, mas a avaliação do trabalho realizado até aqui, é bastante positivo. O ritmo de trabalho na Câmara é bastante acentuado. Já analisamos e votamos matérias importantes como o orçamento impositivo, o Orçamento Geral da União para 2015, o feminícidio e  a maior participação feminina na mesa diretora.Ainda temos uma pauta de discussões com várias matérias de interesse do nosso país. A  Reforma Política,  o Pacto Federativo, a redução da maioridade penal  dentre outros assuntos estão entre os debates de grande importância nesta casa. Além do mais, outras atividades como as desenvolvidas nas comissões, nas audiências publicas, onde estamos ouvindo casa Ministro, fazem parte das atividades parlamentares. Faço parte, como titular, da Comissão Permanente de Educação e também, da Comissão Especial da Reforma Política.  Paralelamente ao trabalho em Brasília, continuo no Estado do Tocantins, ouvindo nossos companheiros e dialogando com a comunidade.

5-   Sobre o desgaste do governo Dilma.....como a senhora avalia esse momento político delicado para o governo federal?

 Estamos vivenciando  uma crise política, moral e institucional, em que reinam uma profunda desconfiança, descrédito,  mas não  apatia. O povo esta reagindo, saindo as ruas, vestindo as cores do Brasil, demonstrando sua indignação e exigindo mudanças. Precisamos ouvir e agir diante dos clamores das ruas; todos nós, principalmente o legislativo e executivo. Nossa gente deseja decência e eficiência. Essa sim, tem que ser nossa missão. Acredito, que são nos momentos de crise que temos as oportunidades para rever nossos conceitos e crescer. Este momento é um destes.