Saúde

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O dia 8 de abril é lembrando como o Dia Mundial de Combate ao Câncer, um "conjunto” de mais de 100 doenças que se desenvolvem de forma desordenada no organismo, invadindo os tecidos e órgãos, que ao espalhar-se para outras regiões do corpo causa tumores e pode levar a morte. Embora o câncer ocular seja uma doença rara, ele pode afetar crianças e seu prognóstico é altamente desfavorável quando diagnosticado em fases avançadas.

“Normalmente o câncer ocular se origina a partir da proliferação das células malignas nas diferentes estruturas do olho. Em adultos, a maioria dos tumores oculares são secundários ou metastáticos, ou seja, se originam em outras partes do corpo, como pulmão, mama, rim, próstata”, explica o oftalmologista Dr. Ricardo Fiad Pasini, da Clínica de Olhos Yano.

Dentre os tumores primários (intraoculares), que se originam a partir dos tecidos oculares, o retinoblastoma e o melanoma constituem os tipos mais frequentes. No caso da retinoblastoma, o tumor maligno intraocular é originado das células da retina, que é a membrana do olho sensível a luz, e é mais comum na infância.

“Essa doença pode se manifestar desde o nascimento até os 5 anos de idade. Um sinal importante do retinobastoma é o chamado ‘reflexo do olho do gato’, o embranquecimento da pupila quando exposta à luz do flash da câmera”, alerta o dr. Pasini.

Segundo o oftalmologista, a criança também pode apresentar fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). 
O diagnóstico e sucesso do tratamento dependem da capacidade dos pais e do pediatra em detectarem sinais da doença na fase inicial. A avaliação do oftalmologista é essencial para realização dos exames necessários, como o exame de fundo de olho, para diagnóstico definitivo e determinação da extensão da doença.


“Os melhores resultados são obtidos nos estágios iniciais da doença e o tratamento varia desde a terapia local com laser, em tumores menores, até outras modalidades de tratamento como braquiterapia, quimioterapia e remoção do globo ocular em tumores maiores”, completa o dr. Pasini.