Saúde

Foto: Heitor Iglesia

Para reforçar e qualificar médicos e enfermeiros do maior hospital público do Tocantins, o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), está oferecendo a enfermeiros e médicos assessoramento em serviço sobre diagnóstico diferencial e protocolo de manejo de casos suspeitos de meningite. A ação acontece nesta quarta-feira, 22 de abril.

O assessoramento em serviço será realizado no Hospital Geral de Palmas (HGP) e consiste na oferta de informações qualificadas sobre diagnóstico precoce, manejo clínico de pacientes, quimioprofilaxia e tratamento. Além disso, também serão distribuídos exemplares com fluxo atualizado dos protocolos preconizados para assistência de casos.

O assessoramento será oferecido por técnicos da vigilância em saúde a médicos, profissionais do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, laboratórios e outros setores envolvidos na assistência de pacientes suspeito de meningite. “A capacitação em serviço também será oferecida, posteriormente, a outras unidades hospitalares, de modo a oferecer atualizações sobre avaliação clínica e tratamento da meningite, atendimento de fluxos e protocolos de assistência a mais profissionais da rede de assistência hospitalar do Estado”, explica a enfermeira Felizarda Mota, da Área Técnica das Meningites.

Meningite

Os registros de meningites no Tocantins têm diminuído nos últimos anos. Em 2014, 70 casos da doença foram confirmados no Estado. No ano anterior, foram 76 casos confirmados. Em 2012, foram outros 74 casos.

A doença é causada pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro, pela ação de agentes bacterianos ou virais. Os principais sintomas são febre alta, dor de cabeça, rigidez da nuca, falta de apetite, convulsões, irritabilidade e até manchas vermelhas na pele. “Ao início dos primeiros sintomas, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação dos sintomas. Como é uma doença de rápida evolução, é muito importante que o tratamento seja administrado o quanto antes”, explica a enfermeira.

Segundo Felizarda, é preciso ter atenção aos sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças infecciosas e procurar rapidamente a unidade de saúde de referência. “A doença é transmitida no contato com gotículas expelidas pelas vias respiratórias e, portanto, a melhor forma de prevenção é higiene corporal e ambiental, lugares arejados e limpos e, principalmente, lavar sempre as mãos de forma adequada”, recomenda.

A diretora estadual de Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Adriana Cavalcante, explica que outra forma importante é completar o calendário vacinal das crianças. “O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacinas que oferecem imunidade contra meningites para crianças a partir dos dois meses de vida”, explicou.