Economia

Foto: Divulgação Araguaína do Tocantins Araguaína do Tocantins

O mês de abril de 2015 não registrou crescimento nas vendas no comércio de Araguaína na comparação com o mesmo período de 2014, segundo os dados do SPC Brasil. O órgão apontou uma leve redução de 0,83%, o que segue a tendência negativa do cenário nacional, mas está abaixo da queda de 4,69% referente à média geral dos outros Estados.

Segundo o diretor de SPC da Associação Comercial e Industrial de Araguaína – Aciara, Alberto Luna, o primeiro quadrimestre do ano ainda acumula um saldo positivo de 3,43% nas vendas. “Isso é bom porque estamos caminhando em sentido contrário ao resto do país, que registrou mais um recuo de 1,98%”, mostra Alberto.

É preciso atenção

Apesar do acumulado positivo, o presidente da Aciara, Manoel de Assis Silva, afirma que o atual cenário da cidade inspira cuidados porque o crescimento é tímido se comparado à média histórica. “Além do mês de abril, fevereiro também registrou retração, 2,94%. Apesar de que, neste caso, levamos em conta o Carnaval, que diminuiu os dias úteis do mês”, aponta Manoel. Já janeiro e março foram meses de destaque, registrando, respectivamente, aumentos de 3,14% e 14,42% nas vendas.

Inadimplência

O número de inscritos no cadastro de SPC também aumentou neste primeiro quadrimestre: 17,46%. A comparação é feita com o mesmo período do ano passado. Já o cancelamento de registros também aumentou, mas em menor proporção, 1,27%. “Normalmente, os primeiros meses de cada ano apresentam sempre um crescimento na inadimplência por consequência das despesas de festividades de Natal e Ano Novo, além das viagens de férias, quando se gasta muito e a maioria dos consumidores não tem por hábito fazer um bom planejamento financeiro”, ressalta Alberto. “O empresário precisa revisar seu planejamento financeiro e estratégico, rever custos e fazer os ajustes necessários para passar por esse momento de instabilidade econômica que estamos vivenciando. Dessa forma, ele com certeza vai atenuar esse cenário de queda da nossa economia e quem sabe até neutralizar perdas que teria caso não tome as devidas providências que o momento exige”, lembra Manoel.