Saúde

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O secretário municipal de saúde da Prefeitura de Palmas, Luiz Carlos Alves Teixeira, apresentou em audiência pública na Câmara de Palmas na manhã desta quarta-feira, 27, prestação de contas dos programas da pasta e ações do Sistema Único de Saúde (SUS) na Capital. Durante sua apresentação, o secretário afirmou não ficar comemorando por reconhecer problemas na saúde. “Não sou de ficar comemorando não. Temos muitos problemas. Determinadas coisas não acontecem por falta de dinheiro é porque não temos profissionais disponíveis que queiram fazer o serviço”, afirmou. 

O secretário informou aos presentes na sessão que o relatório não corresponde por completo ao primeiro quadrimestre de 2015 por falta de dados. “A prestação é trimestral porque é o que tenho de dados e eu não quero chegar aqui e inventar dados para ninguém”, disse. Um dos problemas elencados por Teixeira é a falta de profissionais. “Falta cardiologista. Fizemos concurso e não houve inscritos”, informou. 

Em relatório o secretário informou 179.844 procedimentos de consultas e exames, 115.298 procedimentos clínicos.Citou como exemplos a quantidade de exames ofertados, 16.764, dos quais foram realizados pouco mais de 13 mil. Foram agendadas 30.385 consultas mas executadas apenas cerca de 21 mil justificadas pelo secretário por ausência dos pacientes. O vereador Joaquim Maia (PV) disse que é necessário encontrar um caminho para o máximo de aproveitamento a disponibilidade do agendamento. "A gente sabe que a demora pode causar esse ciclo vicioso", frisou. Luiz Teixeira enfatizou o aumento da quantidade de procedimentos em saúde realizados em relação ao primeiro trimestre de 2014.

Plantão extra 

Um questionamento realizado pelos vereadores e que rendeu discussão foi o excesso em plantões extras aos profissionais da Saúde, principalmente aos médicos. O vereador Major Negreiros (PP) questionou o critério para plantões extras quando alguns profissionais "chegam a tirar 30 plantões mensais e outros não conseguem tirar um. Mesmo querendo plantão para aumentar sua renda muitos não conseguem. Quero saber qual o critério para tirar o plantão", questionou. O parlamentar Milton Neris (PR) comentou a carga horária excessiva dos médicos. "A carga horária de um médico é desumana. Se um médico ganhasse o que um procurador ganha a situação seria diferente. [...] O professor só suporta uma carga horária de 60 horas por causa da grana (dinheiro). Se ele tivesse um salário justo ele aproveitava para viver a vida dele com a família. Deveríamos discutir uma maneira de ter um valor mensal que pudesse dar uma isonomia a esses profissionais", disse. 

O secretário Luiz Teixeira informou sobre um decreto que vai normatizar o número máximo de plantões para cada servidor e outras normatizações. "Tentar equilibrar esse contexto visivelmente desequilibrado”, frisou. 

O defensor público, Arthur Pádua marcou presença na audiência.