Polí­tica

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Após o primeiro dia de greve, alguns servidores do Quadro Geral fazem uma mobilização junto aos deputados estaduais na Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira, 17. Os representantes de Sindicatos querem mobilizar os parlamentares sobre a proposta encaminhada pelo governo para pagamento da data-base. Os deputados conversaram com alguns deputados sobre o projeto e vários servidores lotaram as galerias e tribunas da Casa de Leis com placas e faixas. 

Em entrevista ao Conexão Tocantins, o líder do governo, Paulo Mourão disse que é necessário que seja feito um debate sobre a real situação do Estado. “ É bom fazer esse debate de maneira profunda para trazer para a realidade que o Estado está”, disse. Ele chegou a dizer que o Estado sempre discutiu o assunto de maneira rasa e que sempre houve um populismo exagerado. “Está faltando responsabilidade e compromisso com as futuras gerações, faltando compromisso de futuro. O Estado está falido”, voltou a dizer se referindo às frustrações de receita do Estado principalmente com relação ao FPE.

A proposta de autoria do Governo que concede revisão geral anual dos servidores públicos da Administração Direta e Indireta do Poder Executivo do Estado do Tocantins foi encaminhada para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) na sessão desta terça-feira, dia 16.O presidente da Comissão, o deputado estadual Valdemar Junior (PSD) está em viagem nesta quarta-feira.

Relativo à data-base de maio de 2014 a abril de 2015, o percentual proposto para o reajuste é de 8,3407%, sendo o pagamento dividido em duas etapas temporais de 4,1704%, a partir de maio de 2015, e 4,0033% a partir de novembro de 2015, gerando valores financeiros com pagamento em parcelas mensais e iguais no período de fevereiro de 2016 a janeiro de 2018.

O assunto já divide opiniões entre os deputados. O parlamentar da oposição, Eduardo Siqueira Campos pediu que o governo convoque todas as centrais sindicais para fazer a negociação da data-base.

O deputado Wanderlei Barbosa (PSB) solicitou uma audiência pública para discutir o assunto. “ Para saber se o processos está a contento do que quer o servidor público e  vamos ouvir a todas as categorias”, sugeriu.

O Sindicato dos Servidores Públicos – Sisepe informou que cerca de 90% dos servidores paralisaram no primeiro dia porém alguns serviços na capital permaneceram.No interior como em Araguaína e Gurupi, por exemplo, a greve teve mais impacto e alguns órgãos chegaram a não prestar alguns serviços à população.

Às 16 horas desta quarta-feira, os servidores se reunirão novamente em frente à Secretaria da Administração (SECAD), na Praça dos Girassóis. Acontecerá uma nova Assembleia Geral para deliberar sobre os rumos da greve. As Assembleias acontecerão em Palmas e no interior